Dicionário

O Dicionário da Agência Aids é um espaço criado para ajudar o público a compreender melhor os termos mais utilizados nas discussões sobre HIV, AIDS, saúde sexual e cidadania. Aqui, você encontra explicações claras e atualizadas de palavras e expressões que fazem parte do vocabulário da prevenção, do tratamento e dos direitos das pessoas vivendo com HIV.

Nosso objetivo é tornar a informação acessível a todos, contribuindo para o combate ao preconceito e à desinformação. Muitas vezes, expressões médicas ou siglas utilizadas por profissionais da saúde podem gerar dúvidas. Este dicionário foi elaborado para esclarecer esses significados e aproximar o conhecimento científico da linguagem cotidiana.

Cada termo foi cuidadosamente selecionado e revisado por profissionais e comunicadores comprometidos com a educação em saúde. Além das definições, o conteúdo também reflete o compromisso histórico da Agência Aids em promover o direito à informação e a valorização da vida.

Aqui, você pode navegar por ordem alfabética, buscar um termo específico e ampliar sua compreensão sobre temas como tratamento antirretroviral, prevenção combinada, vulnerabilidade, estigma e discriminação.

O Dicionário é um instrumento vivo e em constante atualização, acompanhando as transformações sociais, científicas e culturais relacionadas ao HIV e à saúde pública. Ele foi criado para estudantes, profissionais, jornalistas e todas as pessoas que desejam se informar de forma segura e responsável.

Acreditamos que conhecer é a primeira forma de prevenção. Por isso, convidamos você a explorar nosso Dicionário e compartilhar este conteúdo — porque a informação é uma ferramenta poderosa contra o preconceito.

Conjunto de leis, normas, atitudes e/ou traços socioculturais que sustentam ou simulam espaços de poder aos homens com a finalidade, implícita e/ou explícita, de manter a submissão das mulheres em todos os níveis: sexual, procriativo, trabalhista e afetivo-comportamental-o que tende a negar às mulheres a extensão de prerrogativas ou direitos dos homens. Liga-se, ainda, a outras formas de preconceito, intolerância e discriminação.

Definições socialmente construídas e noções e ideais percebidos sobre como os homens devem se comportar, ou como se espera que se comportem em
determinado contexto. As masculinidades são configurações de práticas estruturadas por relações de gênero e podem mudar com o passar do tempo. Sua construção e reconstrução é um processo político que afeta o equilíbrio dos interesses na sociedade e o rumo das mudanças sociais.

Forma de auto-erotismo caracterizada pela excitação sexual através da manipulação dos órgãos genitais, especialmente o pênis e o clitóris. Pode ser praticada no(a) parceiro(a) ou na própria pessoa. É considerada como uma das estratégias de sexo seguro.

Prática sexual em que duas ou mais pessoas manipulam os órgãos genitais uma da outra, ao mesmo tempo, com fins de excitação e satisfação sexual.

Eliminação de sangue e de tecidos do revestimento uterino, formado como
preparação para a eventual implantação de um óvulo fecundado. Assim, as relações sexuais mantidas durante o período menstrual podem oferecer maiores riscos de infecção pelo HIV.

Microbicida é um termo geral para produtos de uso tópico que servem como barreira contra a infecção. Podem ser produzidos na forma de pomadas, géis vaginais ou retais, ou anéis e podem conter medicamentos antirretrovirais ou outros compostos antivirais.

Concepções errôneas e falaciosas sobre a sexualidade, criadas a partir de rumores, superstições ou falhas na educação sexual. São exemplos as crenças de que o álcool é um estimulante sexual; de que os homens sentem mais desejo sexual do que as mulheres; de que a masturbação causa distúrbios sexuais, físicos e/ou psicológicos.

Modos de transmissão é uma abreviação para o estudo da incidência do HIV segundo os modos de transmissão. Refere-se a um modelo epidemiológico desenvolvido pelo UNAIDS para ajudar os países a calcularem a incidência do HIV segundo os modos de transmissão. O modelo incorpora dados biológicos e comportamentais, tais como a prevalência do HIV e das infecções sexualmente transmissíveis, comportamentos de risco e probabilidades
de transmissão. A revisão e análise dos dados epidemiológicos e programáticos disponíveis—junto com uma avaliação da atual alocação de recursos do país—, comparadas com os achados da modelagem dos meios de transmissão, facilitam a análise da provável efetividade da resposta existente a ser considerada pelos tomadores de decisões. Às vezes, refere-se a esse processo como “conheça sua epidemia, conheça sua resposta”, ou “adapte sua resposta”.

É tratamento dos doentes de Aids por meio de anti-retroviral. Hoje, tal prática é desaconselhada, preferindo-se a terapia combinada (coquetel).

Número de óbitos causados por determinado agravo, dividido pela população num determinado período de tempo e área geográfica.

O termo mulheres que fazem sexo com mulheres (incluindo as adolescentes e as jovens) inclui não somente mulheres que se autoidentificam como
lésbicas ou homossexuais e fazem sexo apenas com mulheres, mas também mulheres bissexuais e mulheres que se autoidentificam como  heterossexuais, mas que fazem sexo com outras mulheres. Nunca se deve utilizar uma sigla para se referir às pessoas, como MSM (mulheres que fazem sexo com mulheres), porque desumaniza o indivíduo. Em vez disso, deve-se escrever o termo por extenso. No entanto, abreviações para grupos populacionais podem ser utilizadas em tabelas ou gráficos quando a brevidade for necessária.

Secreção produzida pelas glândulas do canal do colo do útero. Sua composição, volume e características variam em função de cada fase do ciclo menstrual.

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