Dicionário

O Dicionário da Agência Aids é um espaço criado para ajudar o público a compreender melhor os termos mais utilizados nas discussões sobre HIV, AIDS, saúde sexual e cidadania. Aqui, você encontra explicações claras e atualizadas de palavras e expressões que fazem parte do vocabulário da prevenção, do tratamento e dos direitos das pessoas vivendo com HIV.

Nosso objetivo é tornar a informação acessível a todos, contribuindo para o combate ao preconceito e à desinformação. Muitas vezes, expressões médicas ou siglas utilizadas por profissionais da saúde podem gerar dúvidas. Este dicionário foi elaborado para esclarecer esses significados e aproximar o conhecimento científico da linguagem cotidiana.

Cada termo foi cuidadosamente selecionado e revisado por profissionais e comunicadores comprometidos com a educação em saúde. Além das definições, o conteúdo também reflete o compromisso histórico da Agência Aids em promover o direito à informação e a valorização da vida.

Aqui, você pode navegar por ordem alfabética, buscar um termo específico e ampliar sua compreensão sobre temas como tratamento antirretroviral, prevenção combinada, vulnerabilidade, estigma e discriminação.

O Dicionário é um instrumento vivo e em constante atualização, acompanhando as transformações sociais, científicas e culturais relacionadas ao HIV e à saúde pública. Ele foi criado para estudantes, profissionais, jornalistas e todas as pessoas que desejam se informar de forma segura e responsável.

Acreditamos que conhecer é a primeira forma de prevenção. Por isso, convidamos você a explorar nosso Dicionário e compartilhar este conteúdo — porque a informação é uma ferramenta poderosa contra o preconceito.

Elementos derivados do sangue (hemácias, plasma, plaquetas, etc.) usados isoladamente, através de transfusão, para tratamento de doenças.

Uma anormalidade nos fatores de coagulação do sangue, quando um dos 14 fatores não trabalhar corretamente, estará impedindo a coagulação.
É uma doença transmitida de forma hereditária e sua gravidade depende da concentração de fatores de coagulação no sangue.

Doença de natureza viral transmitida através de transfusão de sangue contaminado, pelo uso de agulhas ou seringas contaminadas e também pelo contato sexual. Em alguns pacientes pode se tornar crônica e levar ao aparecimento de cirrose ou câncer de fígado após alguns anos. Pode ser prevenida por vacinação.

Doença causada pelo vírus Herpes simplex 2. Sua principal característica é a de produzir pequenas lesões ulceradas, na região genital e pode ser uma infecção recorrente (ver Herpes simplex 2).

Variedade do vírus Herpes simplex que se caracteriza pelo reaparecimento periódico de pequenas ulcerações geralmente próximas da região dos lábios, que duram alguns dias e desaparecem espontaneamente. Apesar de normalmente não trazer conseqüências graves, ainda é uma doença incurável: pode-se apenas controlar e tratar os seus sintomas.

Variedade do vírus Herpes simplex que provoca a formação de pequenas lesões ou vesículas dolorosas na região genital ou no reto. As vesículas desaparecem após duas ou três semanas, mas o vírus permanece ativo no organismo. Assim, periodicamente, as vesículas reaparecem.

Doença provocada pelo mesmo agente causador da varicela, que se caracteriza pelo aparecimento de vesículas na pele, acompanhando o trajeto de um nervo e freqüentemente provocando muitas dores. Esta doença aparece, principalmente, em pacientes com alguma baixa da imunidade. É uma infecção oportunista comum nas pessoas com aids.

Conceito ou ideologia de que somente relacionamentos heterossexuais (entre pessoas de sexos opostos) são normais ou corretos, sendo que o homem e a mulher desempenham naturalmente papéis diferentes numa sociedade. Perspectiva que excluí ou marginaliza as orientações sexuais que se diferem da heterossexual.

O termo heterossexual é utilizado para se referir a pessoas que têm atração por e/ou mantêm relações sexuais e afetivas com pessoas do gênero oposto.

Sigla do Human Immuno Deficiency Virus (vírus da imounodeficiência humana), o causador da Aids.

Uma pessoa HIV negativa (também conhecida como soronegativa) não demonstra evidência de infecção pelo HIV quando seu sangue é testado (ex.: ausência de anticorpos para o HIV). O resultado do teste de uma pessoa que foi infectada, mas que está na janela imunológica entre a exposição ao HIV e a detecção dos anticorpos, também dará negativo.

Uma pessoa HIV positiva teve anticorpos contra o HIV detectados por meio de um teste de sangue ou teste de fluido oral. Em alguns poucos casos, o resultado pode dar falso-positivo.

O vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1)  é o retrovírus isolado e reconhecido como o agente etiológico (isto é, que causa ou contribui para a
causa de uma doença) da AIDS. O HIV-1 é classificado como um lentivírus dentro de um subgrupo de retrovírus. A maioria dos vírus (e todas as bactérias, plantas e animais) têm códigos genéticos compostos de DNA, o qual é transcrito em RNA para construir proteínas específicas. O material genético de um retrovírus como o HIV é o próprio RNA. O RNA viral é transcrito de forma reversa em DNA, ficando em seguida inserido no DNA da célula hospedeira, impedindo que esta realize suas funções naturais, transformando-a em uma fábrica de HIV.

O HIV-2 é um vírus muito parecido com o HIV-1, que também causa AIDS. Foi isolado primeiramente na África Ocidental. Embora o HIV-1 e o HIV-2 sejam parecidos em termos de sua estrutura viral, de meios de transmissão e de infecções oportunistas resultantes, têm se demonstrado diferentes
em termos das tendências geográficas de infecção e da tendência de evolução para a doença e a morte. Em comparação com o HIV-1, o HIV-2 é encontrado sobretudo na África Ocidental é sua evolução clínica é mais lenta e menos severa.

Termo utilizado para designar o ódio, repulsa, aversão, intolerância, medo desproporcional persistente ou até mesmo a prática discriminatória contra homossexuais ou a homossexualidade, como expressão de gênero. Na atualidade, distinguem-se as formas de opressão sofrida pelas mulheres lésbicas, sejam como indivíduos, como um casal ou como um grupo social de-lesbofobia, contra bissexuais de -bifobia e contra travestis e transexuais de- transfobia.

São as formas pelas quais as instituições como governo, empresas e organizações educacionais, religiosas e profissionais discriminam pessoas em função de sua orientação sexual ou identidade de gênero presumida.

É o termo correto a ser usado ao se referir a uma pessoa que é homossexual, indicando “modo de ser”. Consiste uma inadequação linguística e preconceituosa o uso do termo “homossexualismo”, visto que o sufixo “ismo” pode conotar doença, distúrbio, anormalidade.

Sigla referente a homens que mantêm frequentemente ou esporadicamente relações sexuais com outros homens, independente de terem identidade sexual homossexual. É um termo bastante utilizado no campo da saúde pública, principalmente em relação à aids porque o mesmo se refere à prática sexual e não à identidade sexual. Da mesma forma, em relação a mulheres nessa situação, cujo termo correto a ser utilizado é “mulheres que fazem sexo com mulheres”-MSM.

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