Dicionário

O Dicionário da Agência Aids é um espaço criado para ajudar o público a compreender melhor os termos mais utilizados nas discussões sobre HIV, AIDS, saúde sexual e cidadania. Aqui, você encontra explicações claras e atualizadas de palavras e expressões que fazem parte do vocabulário da prevenção, do tratamento e dos direitos das pessoas vivendo com HIV.

Nosso objetivo é tornar a informação acessível a todos, contribuindo para o combate ao preconceito e à desinformação. Muitas vezes, expressões médicas ou siglas utilizadas por profissionais da saúde podem gerar dúvidas. Este dicionário foi elaborado para esclarecer esses significados e aproximar o conhecimento científico da linguagem cotidiana.

Cada termo foi cuidadosamente selecionado e revisado por profissionais e comunicadores comprometidos com a educação em saúde. Além das definições, o conteúdo também reflete o compromisso histórico da Agência Aids em promover o direito à informação e a valorização da vida.

Aqui, você pode navegar por ordem alfabética, buscar um termo específico e ampliar sua compreensão sobre temas como tratamento antirretroviral, prevenção combinada, vulnerabilidade, estigma e discriminação.

O Dicionário é um instrumento vivo e em constante atualização, acompanhando as transformações sociais, científicas e culturais relacionadas ao HIV e à saúde pública. Ele foi criado para estudantes, profissionais, jornalistas e todas as pessoas que desejam se informar de forma segura e responsável.

Acreditamos que conhecer é a primeira forma de prevenção. Por isso, convidamos você a explorar nosso Dicionário e compartilhar este conteúdo — porque a informação é uma ferramenta poderosa contra o preconceito.

Uma abordagem baseada em direitos humanos é uma matriz conceitual para a resposta ao HIV fundamentada em normas e princípios internacionais de  direitos humanos, tanto em termos de processo (ex.: o direito à participação, igualdade e responsabilização) quanto em termos de desfechos (ex.: direito à saúde, vida e progresso científico). Esta abordagem enfrenta práticas discriminatórias e distribuições injustas de poder que impedem o  progresso da resposta ao HIV, fortalecendo as capacidades dos sujeitos de reivindicarem seus direitos e a capacidade dos  responsáveis de cumprirem suas obrigações.

 

Ato de privar-se temporária ou permanentemente da atividade sexual. São exemplos a abstinência sexual durante a menstruação, no final da gestação e/ou nos 30 dias subseqüentes ao parto. A abstinência permanente (castidade ou celibato) geralmente é praticada por motivos religiosos. É exigida dos padres e freiras católicos, por exemplo. A abstinência periódica também é praticada com fins contraceptivos. No caso, o casal se abstém de manter relações sexuais durante os períodos férteis do ciclo menstrual.

A Aceleração da Resposta, ou Via Rápida, (também conhecida pela expressão em inglês Fast-Track) é uma abordagem adotada pelo UNAIDS para acelerar a implementação de estratégias essenciais de prevenção e tratamento do HIV e de direitos humanos para o fim da epidemia.

O acesso universal implica na cobertura máxima de serviços relacionados ao  HIV: prevenção, testagem, tratamento, atenção e cuidado. Os princípios básicos que fundamentam a ampliação rumo ao acesso universal são de que os serviços devem ser equitativos, acessíveis, disponíveis, abrangentes e sustentáveis no longo prazo. Visto que diferentes contextos, muitas vezes, apresentam necessidades diferentes, as metas para acesso universal são estabelecidas nacionalmente.

Material genético presente em células e microorganismos, responsável pela memória de estruturas e funções, e através do qual essas características são transmitidas para outras gerações. No caso dos vírus, pode ser DNA (ácido desoxirribonucléico) ou RNA (ácido ribonucléico).

Processo de escuta ativa, individualizado e centrado no cliente. Pressupõe a capacidade de estabelecer uma relação de confiança entre os interlocutores, visando ao resgate dos recursos internos do cliente para que ele mesmo tenha possibilidade de reconhecer-se como sujeito de sua própria saúde e transformação.

O Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trade-related Aspects of Intellectual Property Rights – TRIPS), supervisionado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), proporciona certas flexibilidades a países de baixa e média renda no que diz respeito

à proteção de patentes farmacêuticas. O TRIPS é um dos três principais acordos da Organização Mundial do Comércio. Requer que todos os Estados Membros da OMC forneçam um nível mínimo de proteção para vários tipos de propriedade intelectual, incluindo as patentes sobre medicamentos essenciais (tais como os medicamentos antirretrovirais). O Acordo TRIPS contém certas flexibilidades e salvaguardas relacionadas à saúde pública, como o licenciamento compulsório, que podem ser utilizadas para aumentar o acesso a medicamentos essenciais. Para informações adicionais, visite www.wto.org/ english/tratop_e/trips_e/trips_e.htm.

Pessoa que tem identidade de gênero neutra, ou seja, não se identifica com nenhum gênero.

A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA, em Portugal, ou aids, mais comum no Brasil, onde também se grafa com maiúsculas, AIDS) é uma doença do sistema imunológico humano causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Esta condição reduz progressivamente a eficácia do sistema imunológico e deixa as pessoas suscetíveis a infecções oportunistas.

É a pessoa cuja expressão de gênero transita entre os dois polos, masculino e feminino. Em geral, o andrógino usa roupas, corte de cabelo e acessórios, por exemplo, considerados unissex.

 

Proteínas do sistema imunológico em resposta a qualquer agente agressor.

Toda e qualquer substância que o organismo humano considera estranha e contra a qual começa a produzir anticorpos. Os vírus, as bactérias, os fungos e várias partículas químicas podem ser considerados estranhos pelo organismo, caracterizando-se como antígenos.

Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV , vírus causador da aids , mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico . Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem aids.

Sigla originada da expressão em inglês Aids-Related-Complex (complexo relacionado à aids). Esta expressão foi muito utilizada na década de 80 para caracterizar os estágios clínicos intermediários da infecção pelo HIV e denominava o conjunto de sinais, sintomas e alterações laboratoriais freqüentemente presentes em pacientes portadores de imunodeficiência induzida pelo HIV, mas que ainda não apresentavam diagnóstico para as doenças oportunistas mais graves, tipicamente indicativas de aids.

Aquele que não possui desejos sexuais.

Diz-se do indivíduo infectado pelo HIV, mas que não apresenta sintomas de aids. No caso, a pessoa é considerada um portador assintomático do HIV.

Sigla derivada de azidotimidina. Também conhecida como zidovudina, é droga anti-retroviral do grupo dos inibidores da transcriptase reversa, utilizada no tratamento da infecção pelo HIV. Foi o primeiro
medicamento de pacientes com aids.

Apoios