Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

 
 
Instituto de Infectologia Evandro Chagas realiza pesquisa sobre o efeito da vacina da febre amarela em soropositivosInstituto de Infectologia Evandro Chagas realiza pesquisa sobre o efeito da vacina da febre amarela em soropositivos

18/08/2017 - 14h30

O INI (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas), da Fiocruz, está recrutando 100 voluntários não portadores do HIV, que nunca tenha se vacinado contra a febre amarela, para pesquisa inédita sobre o efeito da vacina da febre amarela em pessoas vivendo com HIV/aids.  O estudo incluirá 400 pessoas, sendo 300 pacientes com HIV,  e 100 voluntários que serão recrutados na comunidade Fiocruz. A ideia é avaliar o grau de proteção e de segurança da vacina da febre amarela nos soropositivos. O estudo é inédito no Brasil e será conduzido pelo Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do INI (LaPClin-Aids). 

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ARTIGO

Quando o 'Zero' é a nota máxima
Quando o 'Zero' é a nota máxima

Por Ricardo Vasconcelos*

O HIV já foi motivo de muita histeria coletiva desde o início de sua epidemia na década de 80. Depois da lenda da seringa deixada de propósito com a agulha pra cima na poltrona do cinema, foram vários os exemplos, até os recentes episódios do “Clube do Carimbo” e do “Maníaco da Seringa” atacando na Avenida Paulista. Em todos esses casos, alguém causava pânico à população por supostamente tentar infectá-la. Isso mostra que uma das questões que causam mais preocupação dentro do assunto HIV é o seu caráter transmissível.

Cerca de uma década depois da identificação deste vírus, surgiu o tratamento antirretroviral, e com isso as pessoas que viviam com HIV deixaram de ter a morte como desfecho mais provável e passaram a viver cada vez com mais qualidade de vida e saúde. O sucesso do tratamento, no entanto, não foi suficiente para diminuir o medo de transmitir ou pegar o vírus, e assim a sorofobia (sentimento de medo ou aversão a um indivíduo por conta de sua sorologia positiva para HIV) pôde criar suas raízes mais profundas no imaginário popular.

Durante muitos anos, uma pergunta incomodou o mundo por não ter resposta: Qual é o risco residual de transmissão do HIV por via sexual sem preservativo a partir de uma pessoa em tratamento? Apesar de isso ser algo que todos queriam saber, não podíamos responder de maneira precisa, pois não havia nenhum grande trabalho avaliando esse dado. O sexo sem preservativo entrou então na categoria proibido.

Naquela época, o máximo que podia dizer era “O risco é menor”, informação que conseguia tirar interpretando a mudança do padrão de crescimento da epidemia a partir de 1996, quando o número de novos casos de infecção por HIV diagnosticados a cada ano no Brasil deixou de aumentar de maneira explosiva e enfim se encaminhou para uma estabilização. 

Por Ricardo Vasconcelos*

O HIV já foi motivo de muita histeria coletiva desde o início de sua epidemia na década de 80. Depois da lenda da seringa deixada de propósito com a agulha pra cima na poltrona do cinema, foram vários os exemplos, até os recentes episódios do “Clube do Carimbo” e do “Maníaco da Seringa” atacando na Avenida Paulista. Em todos esses casos, alguém c...

Sobre o autor: * Ricardo Vasconcelos é infectologista e coordenador do estudo PrEP Brasil.


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