06/02/2014 – 11h30
Pesquisadores da Washington University School of Medicine estão envolvidos na descoberta de nanopartículas carregadas com a toxina melitina, encontrada no veneno de abelhas, que são capazes de destruir o vírus HIV sem prejudicar as células saudáveis. Estas nanopartículas seriam aplicadas através de um gel vaginal que impediriam a infecção durante o ato sexual, como um microbicida. A informação foi divulgada no Brasil pelo site do jornal goiano Diário da Manhã.
A melitina, encontrada no veneno da abelha, é capaz de destruir a camada protetora que envolve o HIV. Os pesquisadores colocaram a toxina dentro de nanopartículas, com uma espécie de escudo protetor para afastá-las das células normais, que são bem maiores. Isto faz com que as células normais não sejam atingidas.
De acordo com o cientista Joshua Hood, a melitina forma pequenos complexos de poros, rompe o envelope do vírus HIV e o arranca. Ou seja, a melitina iria impedir a infecção inicial, por não permitir que o vírus se adapte, que teoricamente só seria possível com esta capa protetora dupla que o reveste.
Segundo a pesquisa, a melitina é capaz de atacar todos os vírus que possuem membranas duplas e não apenas o vírus HIV, mas também o vírus da Hepatite B e C. Embora possa ser utilizado em locais cuja disseminação do vírus tem ocorrido de forma rápida, o estudo não tem a intenção de criar um novo método contraceptivo.
De acordo com informações do site hypeness, os cientistas pensam em utilizar o gel em casais que querem ter filhos, mas que um dos parceiros já tenha o vírus HIV. Neste caso, haveria uma adaptação do gel para terem os espermatozoides como objetivo.



