21/3/2007 – 13h30
Os pesquisadores são da Unesp de Botucatu que, entretanto, alertam que o anti-retroviral deve sempre ser utilizado para impedir a transmissão vertical (da mãe para o filho)
Estudo apresentado durante o 11º Congresso Paulista de Pediatria chama a atenção para uma possível associação entre o uso de anti-retrovirais para prevenir a transmissão de HIV da gestante ao seu bebê e um aumento no risco de hemangioma (lesão congênita benigna dos vasos sangüíneos). Realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, o trabalho teve como objetivo observar “o possível efeito adverso do uso das drogas anti-retrovirais materna em suas crianças”. A necessidade do uso da droga nesse caso, como os próprios autores destacaram, é inquestionável atualmente e visa a garantir tanto a sobrevivência da mãe como o desenvolvimento do bebê, impedindo a contaminação deste por HIV.
Ao todo, foram analisadas retrospectivamente 56 crianças de ambos os sexos que apresentaram hemangioma cutâneo, plano ou cavernoso desde o nascimento. Em todos os casos, as mães eram soropositivas para o HIV e fizeram uso de drogas anti-retrovirais durante a gestação.
Segundo o resumo do estudo, os resultados mostraram que 7 das 56 (12,5%) crianças estudadas “apresentaram hemangioma plano, com distribuição predominante em face, tronco e abdômen”. Destas, seis (85,7%) “foram expostas a inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (zidovudina, didanosina, nevirapina e lamivudina), e apenas 1/7 (14,2%) das crianças com hemangioma foi exposta ao inibidor da protease (nelfinavir)”, explica o texto, disponível no site oficial do evento ( www.meetingeventos.com.br/site/inicio.asp?action=CTL&congresso=xipedsp).
Fonte: Agência Notisa


