UOL/ Rico Vasconcelos: Brasil tem o primeiro robô vivendo com HIV criado para ajudar jovens

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Se você acha que está interagindo com IA (inteligência artificial) apenas quando está mexendo no ChatGPT, devo informá-lo que essa tecnologia já está muito mais integrada à sua vida do que você pensa.

Quando conversa por mensagem com o seu banco, com uma loja virtual ou com a companhia telefônica, seja naquele chat que aparece no cantinho inferior do site ou pelo WhatsApp, você muito provavelmente estará interagindo com um chatbot. Esse é o nome dado para os robôs que atuam por meio de IA fazendo a comunicação com os clientes simulando a conversa com um atendente humano.

Apesar de já estarem em praticamente todos os lugares facilitando a nossa vida, essa semana foi a vez de um Chatbot inédito fazer sua estreia. Trata-se da KEFI, o resultado de uma parceria do Unaids (Programa Conjunto da Nações Unidas sobre HIV/Aids) com o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

KEFI, palavra grega utilizada para traduzir alegria e diversão, se autointitula a primeira IA vivendo com HIV do Brasil. Criada pelas duas agências da ONU, ela tem como objetivo dar acolhimento e suporte para jovens diagnosticados com a infecção por HIV.

No Brasil, segundo os dados do Ministério da Saúde, entre 2011 e 2021 enquanto os novos casos de HIV/Aids caíram lentamente em praticamente toda a população, eles aumentaram em apenas um subgrupo: os homens jovens.

Na última década, 52.513 jovens com idade entre 15 e 24 anos diagnosticados com HIV tiveram sua infecção progredindo para a Aids por conta de baixa vinculação ao serviço de saúde e má adesão ao tratamento antirretroviral.

Nesse sentido, a KEFI se propõe a oferecer, de maneira anônima e com sigilo, orientações de qualidade e com uma linguagem bastante acessível para jovens que estejam enfrentando alguma dificuldade com seu diagnóstico ou com o tratamento do HIV.

Assim como em todos os outros chatbots do mundo, a KEFI foi e está sempre sendo treinada para sua função. Inicialmente ela foi alimentada com um compilado de informações científicas e experiências pessoais de outros indivíduos que vivem com HIV.

Dessa forma, procura transmitir conteúdos fidedignos e tornar a experiência do bate papo o mais parecido possível com aquele desenvolvido com uma pessoa de verdade. Quanto mais esse treinamento avança, melhor vai ficando a experiência da conversa.

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