16/01/2014 – 10h30
O fim da discriminação contra pessoas vivendo com HIV e aids é o principal objetivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids) em 2014.
A campanha do Dia da Discriminação Zero, que será celebrada em 1º de março, conta com a participação da Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, de Mianmar.
Segundo o Unaids, a discriminação pode afetar as pessoas infectadas de várias formas, como no local de trabalho e no acesso aos serviços de saúde.
Dados oficiais sobre a doença mostram que uma em cada sete pessoas que vivem com o vírus tem acesso negado aos serviços de saúde e mais de 10% não conseguem emprego por serem portadoras do HIV.
No lançamento da campanha, a Prêmio Nobel disse "acreditar num mundo em que todos possam desabrochar." Ela afirmou que "todos podem fazer a diferença ao permitir que as pessoas levem uma vida digna independente de quem sejam."
O diretor do Unaids, Michel Sidibé, afirmou que será impossível zerar o índice de novas infecções e de mortes relacionadas à aids sem o fim da discriminação.
De acordo com o Unaids, o número de pessoas com HIV em 2012 atingiu 35,3 milhões. Do total, 2,3 milhões correspondem às novas infecções e 1,6 milhão de pessoas morreram de complicações ligadas à doença.
Sobre Aung San Suu Kyi
É uma política de oposição em Myanmar, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1991 e secretária-geral da Liga Nacional pela Democracia (LND). Suu Kyi é a terceira dos filhos de Aung San, considerado o pai da Birmânia moderna (atual Mianmar).
Durante a eleição geral de 1990, a LND, partido liderado por Suu Kyi, obteve 59% dos votos em todo o país, conquistando 81% (392 de 485) dos assentos no parlamento – o que deveria fazer dela a primeira-ministra da Birmânia. No entanto, pouco antes das eleições, ela foi detida e colocada em prisão domiciliar, condição em que viveu por quase 15 dos 21 anos que decorreram desde o seu regresso à Birmânia, em 20 de julho de 1989, até sua libertação, depois de forte pressão internacional, em 13 de novembro de 2010. Ao longo desses anos, Suu Kyi foi uma das mais notórias prisioneiras políticas do mundo.
Em 1º de abril de 2012, foi eleita deputada pela Liga Nacional pela Democracia.



