UNAIDS – Parcerias para sistemas de dados liderados e geridos pelos países: Uma abordagem transformadora

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Há uma necessidade urgente de enfrentar as desigualdades nas práticas globais de saúde, incluindo a forma como os dados são coletados e utilizados. No caso dos dados sobre HIV, o UNAIDS tem consistentemente se esforçado para fortalecer as parcerias com os países, apoiando-os em suas jornadas de dados, desde a coleta até a utilização das informações.
A abordagem do UNAIDS aos sistemas de dados é diferente de outras organizações globais. O UNAIDS engaja os países para fortalecer seus sistemas de informação, conduzir análises de dados e usar esses dados para orientar a resposta ao HIV. O UNAIDS facilita uma colaboração robusta entre todas as partes interessadas do país, incluindo a incorporação de diferentes vozes nas análises de dados, a ligação do processo de relato ao fortalecimento de capacidades e, finalmente, garantindo que os países liderem e cheguem a um consenso sobre um único conjunto de dados.
A força da abordagem do UNAIDS vem de sua presença em países e regiões, que garante apoio em cada etapa do processo, desde o controle de qualidade dos dados até a disseminação e tradução do conhecimento.

Esse processo começa com análises de qualidade dos dados nos países, seguidas por treinamentos e suporte contínuo ao longo do processo. O UNAIDS regularmente reúne epidemiologistas, especialistas em dados e outras partes interessadas nacionais em workshops regionais para compartilhar as ferramentas e habilidades mais recentes, contribuindo para a capacidade nacional de compreender melhor suas epidemias de HIV e usar os dados para orientar respostas nacionais mais eficazes e eficientes, fechando as lacunas de desigualdade. Essa abordagem participativa ajuda os países a desenvolverem uma compreensão harmonizada e mais detalhada de suas epidemias de HIV e a interpretar e aplicar os dados de forma mais eficaz no planejamento de programas de HIV.

“Apoiar os países na obtenção de um panorama mais preciso de suas epidemias nacionais, de forma detalhada, é uma prioridade estratégica para o UNAIDS, os parceiros nacionais e os doadores”, disse Angeli Achrekar, Diretora Executiva Adjunta de Programas do UNAIDS. “Acreditamos firmemente que, trabalhando juntos nesta parceria, com os países na liderança e com especialistas, parceiros e comunidades na mesa, alcançamos resultados mais impactantes.”

Um total de nove workshops regionais de estimativas está sendo realizado como parte desta rodada de treinamentos, que ocorrerá de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025. Os dois primeiros workshops aconteceram de 2 a 13 de dezembro em Joanesburgo, África do Sul, onde epidemiologistas, gestores de dados sobre HIV e outros parceiros revisaram os dados de seus programas, identificaram áreas para melhoria e atualizaram suas estimativas modeladas de incidência e mortalidade por HIV, além de medir o progresso rumo às metas 95-95-95 para 2025 em níveis nacionais e subnacionais. Os modelos são uma forma de triangular dados de programas, vigilância, resultados de pesquisas e dados demográficos subjacentes para alcançar uma compreensão consistente das tendências da epidemia.

Esse processo colaborativo em workshops conclui com cada país desenvolvendo um resumo abrangente e detalhado de suas epidemias, incluindo informações detalhadas sobre as desigualdades que persistem ao longo do tempo. Os modelos também permitem que os países façam projeções para guiar respostas mais direcionadas no futuro, informando seus esforços nos Planos de Sustentabilidade com o uso de ferramentas de modelagem de última geração.

Nos países onde o UNAIDS conta com consultores estratégicos de informação, eles apoiam os colegas nacionais na liderança do trabalho de estimativas ao longo do ano, juntamente com outros parceiros internacionais, como o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, o Governo dos EUA, o UNICEF e a OMS. Isso garante que as estimativas anuais sejam derivadas dos melhores dados possíveis e plenamente assumidas pelos países e parceiros.

Da mesma forma, garante que todas as partes interessadas do país concordem com um único conjunto de estimativas para planejamento e relato. Esse suporte contínuo assegura que os países estejam equipados para liderar suas iniciativas de dados de forma eficaz. Além disso, essa abordagem participativa permite que os países não apenas contribuam com dados, mas liderem na interpretação e aplicação dessas informações.

Além de obter uma maior clareza sobre o curso esperado de suas epidemias nacionais, os países conseguem planejar suas respostas e desenvolver um relatório anual detalhado sobre suas epidemias. Esses dados são utilizados pelos governos nacionais, por grandes parceiros como o PEPFAR, o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e redes comunitárias para desenvolver planos de resposta mais eficazes e eficientes, baseados nas informações mais recentes sobre o curso da epidemia. O UNAIDS também compila e publica esses dados, uma vez validados, por meio de seu relatório anual Global AIDS Update e na plataforma online de disseminação de dados AIDSinfo.

Nas últimas duas décadas, o UNAIDS transformou a abordagem aos dados de saúde global, passando de modelos extrativos e verticalizados com mínima participação dos países para processos inclusivos, equitativos e colaborativos. Essa abordagem devolve o poder aos países, prioriza a gestão nacional, parcerias, transparência e capacidade, garantindo que os países liderem o uso e a interpretação de seus dados, com apoio do UNAIDS e de outros parceiros de desenvolvimento.

Uma gama de ferramentas foi desenvolvida para ajudar os países a produzir dados mais precisos. Essas ferramentas são gratuitas, amplamente distribuídas e utilizadas por epidemiologistas em mais de 170 países, promovendo o acesso equitativo a metodologias de alta qualidade. Para fomentar a transparência, a metodologia, as suposições e os parâmetros dos modelos e ferramentas são publicados em revistas de acesso aberto, e as deliberações de especialistas são postadas em www.epidem.org.

 

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