23/07/2014 – 12h40
O Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids) juntou-se a parceiros globais e locais para lançar a Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico, que clama pela melhoria da capacidade laboratorial, garantindo que pessoas vivendo com o HIV possam ter acesso a um tratamento e serviços de alta qualidade. Os parceiros que abraçaram a iniciativa incluem o Unaids, A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Clinton Health Access Initiative, a Sociedade Africana de Medicina Laboratorial (ASLM), o Unicef e a PEPFAR (Plano de Emergência do governo dos EUA para o combate à aids).
“Cerca de 19 das 35 milhões de pessoas vivendo com o HIV não sabem que têm o vírus. Se essas pessoas não descobrirem, elas vão morrer”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do Unaids. “É por isso que temos que tornar mais fácil o acesso das pessoas ao teste, para que quando precisarem, elas possam começar o tratamento que vai salvar suas vidas.”
A Iniciartiva de Acesso ao Diagnóstico foca especificamente em garantir que pelo menos 90% das pessoas vivendo com o HIV saiba seu status sorológico. Ela também quer garantir que todas as pessoas que fazem o tratamento tenham acesso rápido aos testes que monitoram suas cargas virais.
Para o tratamento ser verdadeiramente efetivo, é essencial que todas as pessoas com acesso ao tratamento monitorem sua carga viral com certa frequência. Atualmente apenas alguns países oferecem rotineiramente esse teste para as pessoas em tratamento. As novas tecnologias para os testes de carga viral que estão disponibilizados no primeiro momento trazem a promessa de expandir o acesso ao teste de carga viral. Mas elas precisam ser acessíveis, implantadas com sucesso e usadas efetivamente.
“Para controlar a epidemia de HIV/aids, é essencial que todas as pessoas tenham acesso a serviços laboratoriais de alta qualidade, tanto para um diagnóstico de HIV mais apurado quando para o monitoramento do tratamento. Aumentar a competência e o conhecimento de um país para estes testes é fundamental para a identificação precoce da falência virológica, da resistência aos medicamentos e para os programas de cuidado e tratamento”, disse a Embaixadora Deborah Birx, Coordenadora Global de Aids. “A Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico representa um passo importante para assegurar uma colaboração estreita entre todos os doadores e interessados em ampliar o acesso e permitir uma expansão dos serviços de laboratório para o HIV”.
Para garantir o diagnóstico precoce do HIV, os procedimentos laboratoriais devem ser simplificados e múltiplas ferramentas e estratégias de testagem devem ser disponibilizadas. Tudo isso também precisa ser integrado às campanhas de saúde direcionadas às comunidades coom foco em outras doenças.
“É essencial que as pessoas saibam se têm o HIV, e que as pessoas que fazem o tratamento saibam se os medicamentos estão controlando o vírus”, disse Dr. Hiroki Nakatani, Diretor-Adjunto da OMS. “Como as tecnologias de diagnóstico mudam rapidamente, e nossos Estados-Membro precisam saber como utilizá-las, a OMS terá um papel-chave nesta iniciativa”.
O tratamento do HIV é eficiente para reduzir doenças relacionadas ao vírus e mortes relacionadas à aids. Ele também ajuda a prevenir novas infecções ao suprimir a carga viral. diminuindo o risco da transmissão.
“A Iniciativa de Acesso ao Diagnóstico chama a atenção para a urgência de desenvolver novas e acessíveis tecnologias de diagnóstico e de teste de carga viral, usando a capacidade laboratorial que nós temos atualmente”, disse a Dra Tsehaynesh Messele, Chefe Executiva da Sociedade Africana de Medicina Laboratorial. “Usar adequadamente as tecnologias de diagnóstico (tanto as existentes como as emergentes) vai demandar uma capacidade laboratorial substancialmente mais forte, além de um planejamento estratégico para garantir que todas as tecnologias serão usadas de maneira apropriada”.
Os parceiros nessa iniciativa vão defender um maior financiamento para os serviços laboratoriais e para o desenvolvimento de novas ferramentas de testagem. Eles também irão reforçar os esforços para garantir que os serviços de diagnóstico sejam da melhor qualidade e formar parcerias bem coordenados para fechar as lacunas de acesso ao diagnóstico.


