Unaids divulga novos compromissos da União Europeia contra o HIV

Ouça esta postagemCarregando...
1.0x

21/03/2014 – 19h20

 O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) divulgou ontem projeto de plano de ação sobre o HIV na União Europeia, que permitirá uma abordagem unificada com o objetivo de eliminar a discriminação e melhorar o acesso das pessoas vivendo com HIV aos serviços de saúde. O anúncio foi feito durante conferência da Comissão Europeia, em Bruxelas, para identificar as causas das desigualdades crescentes no acesso à assistência médica. Veja a matéria do Unaids, a seguir, na íntegra:


Comissão Europeia para a Saúde reitera compromisso em relação ao HIV

O comissário Europeu para a Saúde, Tonio Borg, demandou, no dia 18 de março, avanços no projeto de plano de ação sobre o HIV na União Europeia (EU) e países vizinhos para 2014-2016 – um forte indício do compromisso contínuo da UE para tratar a epidemia de aids como prioridade.

O plano de ação sobre HIV permitirá que o trabalho futuro seja focado em uma abordagem unificada com o objetivo de eliminar a discriminação, reforçar a liderança política da UE nessa área e melhorar o acesso aos serviços de HIV, especialmente para os grupos vulneráveis.

O anúncio foi feito em uma conferência organizada pela Comissão Europeia em Bruxelas para identificar as causas das desigualdades crescentes no acesso à assistência médica na União Europeia. A conferência – que se concentrou em três áreas-chave: equidade, HIV e saúde das pessoas em situação vulnerável – buscou definir os princípios e valores básicos para a melhoria da igualdade e redução da discriminação referentes ao acesso aos serviços de saúde.

Foram compartilhadas estratégias de sucesso relacionadas às necessidades de saúde de pessoas em situações vulneráveis, bem como as perspectivas de amplo alcance de grupos com necessidades especiais, como minorias étnicas, migrantes irregulares, idosos e ciganos.

A prevalência de HIV na Europa está aumentando em populações-chave de maior risco, principalmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Na Europa Oriental, a epidemia também está aumentando entre pessoas que usam drogas injetáveis, seus parceiros sexuais e entre profissionais do sexo.

Participantes

Aberta por Viviane Redding, vice-presidente da Comissão Europeia, e pelo comissário europeu para a Saúde, Tonio Borg, a conferência contou com a presença de participantes de alto nível do governo, incluindo os ministros da Saúde da Grécia e da Letônia e o subsecretário de Saúde da Polônia, juntamente com organizações da sociedade civil da UE. O diretor executivo adjunto do Unaids , Luiz Loures, também participou do evento.

Questões-chave

•A discriminação contra populações e grupos específicos na União Europeia, como gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e migrantes, está bloqueando o acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV, bem como o teste rápido de HIV.

•A discriminação também afeta as políticas de saúde pública para outras doenças crônicas.

•Uma estratégia no âmbito da UE continua sendo uma prioridade, pois essa é uma questão transnacional.

•O empoderamento e engajamento de populações-chave como vozes políticas e parceiros em todos os níveis continuam sendo essenciais e devem ser reforçados e ancorados dentro de uma estratégia mais ampla.

•São necessárias, na UE, uma nova revisão do progresso e a identificação das próximas etapas para a preparação para a Conferência Dublin+10 – a qual marcará o aniversário de 10 anos da Declaração de Dublin de Parceria para a Luta contra o HIV/AIDS na Europa e na Ásia Central.

Citações

“A discriminação não é uma questão retórica – custa dinheiro e vidas e precisa ser tratada através de nossa contribuição unificada, visto que é uma questão primordial.” (Luiz Loures)

“As doenças não conhecem fronteiras e é por isso que uma estratégia da UE é essencial.” (Ton Coenen)
“Permanecemos unidos em nossa determinação para melhorar a equidade na saúde.” (Tonio Borg)


Apoios