Unaids – Dia Internacional das Mulheres: direitos, justiça e ação para mulheres e meninas

Ouça esta postagemCarregando...
1.0x

Globalmente, em 2024, cerca de 4 mil infecções por HIV estavam entre meninas adolescentes e mulheres jovens semanalmente — 3.300 das quais vivem na África Subsaariana, onde mulheres e meninas representam cerca de duas em cada três novas infecções por HIV.

Os dados estatísticos mostram outra difícil realidade.

Cerca de 25% de meninas adolescentes sofre violência física ou sexual antes dos 20 anos.

De acordo com o UNFPA, menos da metade das mulheres no mundo consegue independência para tomar suas próprias decisões sobre sexo, contracepção e cuidados de saúde.

Leis punitivas continuam impulsionando o a epidemia de HIV e limitando o acesso à saúde e os direitos sexuais e reprodutivos.

Essa desigualdade não é uma realidade natural, mas uma consequência de ações humanas.
É isso que acontece quando mulheres e meninas são impedidas de acessar seus direitos.

Quando uma menina não permanece na escola por causa da violência, quando uma mulher não pode optar por sexo seguro, quando uma sobrevivente de violência não consegue acessar serviços de saúde e justiça, a vulnerabilidade ao HIV aumenta.

Dados brasileiros sobre HIV em mulheres
No Brasil, entre as mulheres que morreram por doenças relacionadas ao HIV, 62,76% eram mulheres pretas e pardas, enquanto 35,9% eram mulheres brancas.

“HIV permanece onde a desigualdade de gênero persiste. Neste Dia Internacional das Mulheres, vamos homenagear todas aquelas que se organizam por justiça, defendem direitos e apoiam a saúde mesmo nas circunstâncias mais difíceis, afirma Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Vamos apoiar a liderança e o alcance comunitário e as mulheres que lideram esses movimentos. Vamos reformar leis injustas. Proteger os serviços. Defender direitos. Porque acabar com a AIDS e construir um mundo justo começa com direitos, justiça e ação para todas as mulheres e meninas.”, finaliza.

Enquanto o mundo se prepara para a 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70) e para a nova Declaração Política sobre HIV e AIDS, o UNAIDS convoca governos, organismos doadores e parcerias a reafirmarem que justiça é um direito, não um privilégio.

Acabar com todas as formas de violência e garantir empoderamento legal e acesso à justiça para mulheres e meninas em toda a sua diversidade são ações inseparáveis da resposta para eliminar as desigualdades que impulsionam o HIV.

Em conjunto, podemos construir um mundo em que toda mulher e toda menina — incluindo aquelas que são afetadas por ou vivem com HIV vivam livres da violência e plenamente no controle de seus direitos, escolhas e futuro.

Direitos. Justiça. Ação.

Apoios