Unaids destaca a importância da prevenção do HIV no Dia Internacional da Mulher

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No Dia Internacional da Mulher, o Unaids destaca a importância de as mulheres serem informadas e terem pleno acesso aos métodos de prevenção do HIV, especialmente a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

Para contribuir neste esforço, o Unaids disponibiliza gratuitamente, na página da Campanha PrEP e PEP para mulheres, materiais gráficos sobre estes dois métodos de prevenção ao HIV para serem baixados livremente e adaptados para uso em diferentes contextos.

O material inclui propostas de design para outdoor, cartaz A3, adesivos, feed e story de Instagram, anexo para email, anúncio para portal online, adesivo para ônibus, além de dois vídeos curtos.

O objetivo é colaborar para que a informação sobre PrEP e PEP chegue especialmente às mulheres cis e trans, a fim de aumentar sua adesão a estes importantes métodos de prevenção do HIV. Entre todas as pessoas usuárias de PrEP, apenas 3.2% das mulheres trans e 5.8% das mulheres cis utilizam este método combinado de prevenção.

PrEP e PEP: prevenção contra o HIV

A PrEP é um método que ajuda a prevenir a infecção pelo HIV em pessoas que ainda não têm o vírus.

A PEP, por sua vez, é um tratamento pós-exposição que pode reduzir o risco de infecção pelo HIV, caso tenha acontecido uma relação sexual desprotegida ou violência sexual, por exemplo. Neste caso, o tratamento precisa ser iniciado até 72 horas após a exposição.

Tanto a PrEP, como a PEP, estão disponíveis gratuitamente, via Sistema Único de Saúde (SUS), nos centros de saúde.

Desafios para as mulheres

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 80% dos casos de infecção por HIV entre mulheres, em 2022, se deu em relações heterossexuais.

“Isto significa que elas, em muitos casos, são infectadas por seus companheiros, o que pode indicar a dificuldade ou impossibilidade de recorrer aos métodos combinados de prevenção do HIV, como os preservativos, a PrEP e a PEP, por exemplo”, destaca Claudia Velaquez, diretora e representante do Unaids no Brasil.

As mulheres enfrentam desafios significativos no diagnóstico e tratamento do HIV/aids.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, enquanto 92% do público masculino está diagnosticado para o HIV, apenas 86% das mulheres têm conhecimento de sua condição sorológica.

Essa disparidade se reflete também no tratamento com antirretrovirais (ARV), com 82% dos homens diagnosticados recebendo tratamento, em comparação com apenas 79% das mulheres.

Além disso, a taxa de supressão viral entre as pessoas em tratamento regular com antirretrovirais é de 96% entre os homens, enquanto entre as mulheres é ligeiramente menor, alcançando 94%.

Causas da disparidade

A disparidade no diagnóstico e tratamento do HIV/aids entre homens e mulheres é influenciada por várias causas interligadas.

Barreiras sociais e culturais, como o machismo, falta de educação sobre saúde sexual e reprodutiva e normas de gênero restritivas, limitam o acesso das mulheres ao diagnóstico e tratamento precoce do HIV.

Além disso, a violência e desigualdades de gênero, responsabilidades familiares e domésticas, estigma e medo de discriminação impactam a busca por testes e tratamento.

Estes fatores são exponenciados pela dificuldade ou impossibilidade de acesso a serviços de saúde, especialmente para as mulheres em situação de maior vulnerabilidade.

Compromisso do Unaids

“No Dia Internacional da Mulher, o Unaids se compromete a continuar lutando, junto com todas as mulheres, por um mundo sem desigualdade e violência de gênero e livre de HIV/aids”, ressalta Claudia Velasquez. “Para proteger a saúde de todas as mulheres, é preciso proteger os direitos de cada mulher.”

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