Notícia publicada originalmente em 04/06/2025

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids(Unaids) recebe com entusiasmo a notícia que a 26a Conferência Internacional sobre AIDS (AIDS 2026) será realizada na cidade do Rio de Janeiro. Essa é a primeira vez que a América Latina sediará a Conferência Internacional de Aids – em 2005 a Conferência da IAS de ciência do HIV aconteceu no Rio de Janeiro e em 2019, na Cidade do México.
No comunicado oficial, a presidente da IAS e Co-Chair da AIDS 2026 Beatriz Grinsztejn destacou a urgência em adaptar a resposta ao HIV. “Fizemos avanços significativos, mas a resposta ao HIV precisa urgentemente se adaptar, inovar e reforçar as soluções voltadas para a comunidade para manter o acesso à prevenção, ao tratamento e aos cuidados. Como a maior conferência do mundo que reúne pessoas que vivem com o HIV, são afetadas por ele e trabalham com ele, a Aids 2026 será fundamental para proteger o progresso que fizemos e traçar um caminho a seguir, juntos”, destacou.
Calendário Oficial
A Conferência acontecerá entre 25 e 30 de julho de 2026 e a expectativa é que compareçam presencialmente entre 7 e 10 mil pessoas entre pessoas que vivem com HIV e comunidades, organizações da sociedade civil, ativistas, academia, governos, profissionais de saúde, jornalistas e outras partes interessadas, além das pessoas que participarão online. Essa é a maior conferência mundial sobre HIV e aids e destaca o papel da entre ciência, política e advocacy na resposta baseada em evidências.
“Recebemos a notícia que o Rio de Janeiro sediará a Conferência de AIDS com muito entusiasmo. Como liderança na resposta global à AIDS, o Brasil mostra ao mundo como a resposta ao HIV deve acontecer: centrada nas pessoas, respeitando os direitos humanos e ofertando opções para que as pessoas tomem decisões orientadas sobre prevenção e tratamento”, afirma Andrea Boccardi Vidarte, diretora e representante do Unaids no Brasil.
Os dados do Unaids mostram um progresso desigual na América Latina. O número de mortes relacionadas à aids caiu 28% desde 2010 – mas aumentou entre as mulheres em vários países. As novas infecções por HIV aumentaram em 9% entre 2010 e 2023 – e em 20% entre homens que fazem sexo com homens, 42% entre profissionais do sexo e 19% entre mulheres trans.
Liderança brasileira na resposta à aids
Neste ano o Brasil completa 40 anos de resposta à aids e todos os avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) destacam como caminho fundamental para acabar com a AIDS até 2030 a união de governos, academia, sociedade civil e organismos internacionais.
Com a proximidade a 2030, ano estipulado como prazo para alcançar as metas globais sobre aids, o Brasil mostra que está no caminho certo: em 2024, o país alcançou a segunda meta global para acabar com a aids até 2030.
Porém, ainda é necessário ampliar esforços para reduzir as desigualdades e atender os determinantes sociais da saúde, como o estigma e discriminação, para que as pessoas que conheçam o seu diagnóstico permaneçam em tratamento.




