Trocas de experiências entre países e fortalecimento da rede marcam o 3º Encontro Latino-Americano de Jovens Vivendo com HIV, em Salvador

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30/11/2014 – 9h

 

Por três dias, cerca de 80 jovens ativistas da América Latina que atuam contra aids estiveram em Salvador (BA), no 3º Encontro Latino-Americano de Jovens Vivendo com HIV/Aids, para debater e construir políticas públicas conjuntas para uma resposta social no enfrentamento da epidemia.

O foco das discussões foi aids e população-chave, agenda pós-2015, fortalecimento da rede e a ampliação do debate em outros espaços da sociedade civil. A ideia foi firmar parcerias entre organizações para dar visibilidade a alguns temas que afetam os jovens soropositivos, como o estigma e a discriminação e a comunicação entre redes.

Ontem (29), o grupo se dedicou na construção de uma carta que reúne demandas e sugestões no enfrentamento. O documento será enviado aos governos e órgãos das nações unidas.

Veja a seguir a avaliação dos participantes sobre o encontro:

Raquel Luanda, da ONG Ação Educativa: "Tive a oportunidade de ouvir pessoas que jamais eu teria acesso. São jovens de diferentes lugares e cada um tem uma realidade. As leis e as vivências são diferentes, estamos aqui em busca de mundo mais justo."

Diego Callixto, da Rede de Jovens Vivendo com HIV do Brasil: "Este encontro foi propositivo, ele permitiu a troca de experiências contra aids nesta região. Foi importante essa troca de expectativas e anseios entre os jovens de diferentes países."

Rafael Pedral, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT): "O evento foi muito proveitoso, colocamos no mesmo espaço lideranças de diferentes movimentos sociais. E nós da ABGLT queremos construir também políticas públicas contra aids."

Jadilson Neto, da Rede de Jovens com HIV do Maranhão: "O debate sobre o pós-2015 foi fantástico. Não tinha noção sobre as novas metas da ONU."

Alejandro González, do Panamá: "Gostei da forma como essa rede atua, volto para casa com novas perspectivas. Mas queria ter tido mais tempo livre para conhecer a cidade e o Brasil. A experiência de compartilhar experiência com outros jovens é muito gratificante porque você fica sabendo como o tema é tratado em diferentes partes da América Latina."

Taís Machado, do Movimento das Cidadãs Posithivas em Salvador: "Este encontro me trouxe um panorama geral sobre a epidemia nesta região. Agora estamos pensando e construindo possibilidades para atuar na luta contra aids no pós-2015."

Teresa Garay, de Honduras: "Minha expectativa era aprender mais sobre atuação de jovens e me fortalecer, especialmente em questões de comunicação e sustentabilidade. Faltou mais tempo para aprofundar alguns debates. Volto para Honduras com o compromisso de compartilhar isso com meus colegas."

Filipe Mateus, de El Salvador: "Vim para a reunião para adquirir outros conhecimentos. Minha expectativa foi alcançada porque tivemos várias palestras como a captação de recursos humanos e financeiros, comunicação. O evento proporcionou uma articulação do Brasil com o resto da América Latina."

Talita Martins, de Salvador, com cooperação de Diego Caputo, da Argentina (talita@agenciaaids.com.br)

* A Agência Aids cobre o evento com o apoio do Unicef.

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