
Brasília recebeu, entre os dias 7 e 11 de abril, o Curso Intensivo de Atualização sobre Manejo Clínico e Programático da Tuberculose, reunindo profissionais de saúde de todas as regiões do país em uma formação voltada para o enfrentamento da tuberculose sensível e resistente. A iniciativa foi promovida pela Alosa TB Academy, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis.
Com uma programação abrangente e foco especial nas formas multirresistentes (TB-MDR) e extensivamente resistentes (TB-XDR), o curso teve como objetivo qualificar médicos e equipes da linha de frente no diagnóstico, tratamento e prevenção da doença. Durante os cinco dias de formação, os participantes puderam revisar desde os fundamentos biológicos do Mycobacterium tuberculosis até os protocolos atualizados do Ministério da Saúde, com destaque para os medicamentos de primeira e segunda linha, seus efeitos adversos e esquemas terapêuticos mais eficazes.
A formação também incluiu atividades práticas, como a discussão de casos clínicos complexos, a abordagem da coinfecção TB-HIV e o manejo da doença em populações específicas — como crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. Temas como formas extrapulmonares da tuberculose, diagnóstico de micobactérias não tuberculosas e cuidados no pós-tratamento também fizeram parte dos módulos.
Para Fernanda Dockhorn, coordenadora-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas, a capacitação representa um investimento estratégico para o fortalecimento da resposta brasileira à tuberculose. “O treinamento visa melhorar os resultados do tratamento, conter a propagação da resistência aos medicamentos e otimizar os recursos do sistema de saúde, alinhando o Brasil com as melhores práticas na resposta à tuberculose”, afirmou.
Além das aulas teóricas e atividades práticas, os participantes passaram por avaliações antes e após o curso, permitindo mensurar o impacto da qualificação sobre o conhecimento técnico dos profissionais. A expectativa é que a iniciativa contribua diretamente para a melhoria das práticas clínicas e o fortalecimento das ações de vigilância e controle da doença em todo o território nacional.
Redação da Agência Aids com informações do Dathi



