01/02/2014 – 12h
Neste domingo (2) quem passar pelo Largo do Arouche, em São Paulo, vai sentir falta do trailer do projeto Quero Fazer, posto de serviço ambulante que ali estaciona desde 2011 para fazer testes rápidos de HIV e dar informações sobre aids e outras DSTs. A explicação está no fim da parceria entre a ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah), coordenadora do projeto, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) e o Programa Municipal de DST/Aids.
“O acordo acabou dia 30 e, conforme ele previa, estamos transferindo o trailer e a tecnologia para o Programa Municipal de DST/Aids”, disse José Araújo, diretor do Epah. “Espero que eles deem continuidade ao trabalho.”
Na quinta-feira (30) à tarde, numa reunião com a coordenadora do Programa Municipal, Eliana Gutierrez o coordenador do Quero Fazer, Beto de Jesus, soube que o trabalho vai continuar. “Mas haverá um hiato entre o fim da parceria e o recomeço sob o comando do Programa”, explicou Beto. “Eles precisam de um tempo para reestruturar o projeto, definir a equipe que vai tocá-lo, entre outras questões. A previsão é de que o trailer só volte daqui a duas semanas.”
Beto contou que pediu para a coordenadora enviar ao Largo alguns educadores para informar a população sobre o que está acontecendo. “O trailer virou uma referência, um point, as pessoas se encontram ali, há uma relação de confiança, é um sucesso”, disse. “Eu me orgulho de ter feito parte desse trabalho e minha torcida é para que a metodologia adotada até aqui continue sendo respeitada.”
Por e-mail, via assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que o Programa Municipal acha importante ofertar testagem de HIV extramuros, em horários alternativos, em áreas de concentração de população altamente vulnerável, como é o caso do Largo do Arouche, com grande circulação de jovens gays e prostitutas . E continuou : “Baseada na experiência do Quero Fazer a SMS, através do Programa Municipal de DST/Aids e da Coordenadoria Regional de Saúde Centro-Oeste, pretende implantar a testagem para HIV extramuros, em horários alternativos, de forma sistemática, nos territórios em que há elevada concentração de pessoas vulneráveis ao HIV.”
O Quero Fazer funciona em outras quatro capitais – Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife e Brasília. “A parceria acabou em todas e a situação é a mesma. Todos foram entregues aos programas locais, alguns municipais, outros, estaduais”, explicou Beto. Até o fim do ano passado, o Quero Fazer havia realizado 23.038 (agora, já são cerca de 25 mil) e encontrando uma prevalência média de 4% de pessoas infectadas com o HIV. Em São Paulo, foram 4.506 testes, com 5, 1% de positivos.
Fátima Cardeal



