2/12/2006 – 12h30
A noite desta sexta, 1, no Dia Mundial de Combate à Aids, o “Aguilla – Instituto Saúde Brasil”, com patrocínio do Programa Nacional de DST e Aids e dos Programas Estadual e Municipal de São Paulo DST/AIDS, entregou o 3º Prêmio Aids Responsabilidade Social Saúde Brasil. As três organizações vencedoras, do RJ, RS e AM, receberam, cada uma, R$ 10 mil como incentivo para continuar com suas ações. A cerimônia de entrega foi marcada por risos e choro de emoção dos vencedores. Confira com detalhes cada uma das ações ganhadoras.
O evento foi apresentado pelo jornalista Nelson Gomes, da TV Bandnews, e teve a presença da coordenadora de DST/Aids do Estado de SP, Maria Clara Gianna, além da coordenadora do município de São Paulo, Maria Cristina Abbate.
“Voltei de Angola na semana passada e, atualmente, 8 mil pessoas recebem anti-retrovirais. Ou seja, creio que houve uma melhora, mas bem lenta. No Brasil, ainda falta mais divulgação da imprensa. Parece que nós só existimos no dia 1 de dezembro”, disse Gianna.
Foram mais de cinqüenta trabalhos inscritos nesta terceira edição do Concurso Nacional sobre Prevenção da Aids e Promoção da Qualidade de Vida do Portador do HIV para Organizações Não-Governamentais e Associações de Pacientes.
Além da entrega dos prêmios, os homenageados na noite foram a deputada Iara Bernardi, pela criação do projeto de lei contra a homofobia e o presidente do Cenaids, Murilo Alves Moreira.
Em seguida, foram anunciados os 10 finalistas ao prêmio e anunciados os 3 melhores. O Pela Vidda/RJ levou o prêmio pelo trabalho “Advocacy como instrumento de transformação social”. Ingrid Carvalho, da assessoria jurídica da instituição, disse emocionada que “o ativismo permite influenciar a vida pública, se fosse cada um por si, seriam poucos privilegiados em ações particulares na justiça”.
O projeto “Prazeres Diversos” trouxe o prêmio para a ONG Somos – Comunicação e Sexualidade – do Rio Grande do Sul. Claudia Penalvo recebeu o troféu e afirmou que “ficar entre os 10 finalistas já é um orgulho e apenas quero agradecer”.
O Estado do Amazonas marcou presença no evento, a Associação de Apoio à Criança com HIV – Casa Vhida – levou o prêmio pela ação “Visitação domiciliar”. A presidente da instituição, Solange Dourado, disse que se orgulha “porque o Estado do Amazonas diminuiu em menos de 5% os índices de transmissão vertical. O trabalho faz com que as pessoas, na ponta do serviços de saúde, se sintam gente”.
A noite foi finalizada com um coquetel. O júri foi composto por 10 pessoas da área médica de DST/Aids, além pessoas ligadas ao movimento.
Confira a descrição dos trabalhos vencedores
MANAUS (AM)
Projeto: “Visitação domiciliar por equipe multidisciplinar às crianças expostas e/ou infectadas pelo HIV em Manaus, Amazonas” (Associação de Apoio à Criança com HIV – Casa Vhida)
De acordo com a Associação de Apoio à Criança com HIV – Casa Vhida, o projeto teve início no ano passado e tem como objetivo avaliar a adesão terapêutica aos anti-retrovirais; promover educação em saúde e prestar assistência social. Ainda segundo a Associação, o trabalho é realizado através de uma equipe multidisciplinar que realiza visitação no domicílio de todas as crianças cadastradas na entidade.
RIO DE JANEIRO (RJ)
Projeto: “Advocacy como instrumento de transformação social e promoção do direito das pessoas vivendo com HIV/Aids” (ONG Grupo Pela VIDDA/RJ)
O trabalho é desenvolvido pela assessoria jurídica da ONG Grupo Pela VIDDA/RJ. Segundo os organizadores, o projeto promove acesso integral à saúde através do serviço de orientação jurídica gratuita às pessoas portadoras do vírus HIV. Também desenvolve parcerias e capacita profissionais da área de saúde para que atuem como multiplicadores de informação e fomentem a discussão dos direitos humanos relacionados à saúde pública.
PORTO ALEGRE (RS)
Projeto “Prazeres Diversos” (SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade)
De acordo com os organizadores da SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade, o trabalho foi desenvolvido para informar homens homossexuais e bissexuais, incluindo os que vivem com o vírus HIV/Aids, sobre os temas: prevenção das DST/Aids, redução do estigma e da discriminação e promoção dos direitos humanos. Segundo a entidade, o “Prazeres Diversos” agiu nas ruas de Porto Alegre e Região Metropolitana em uma abordagem direta junto ao público-alvo, através do teatro e distribuição de material informativo.
Rodrigo Vasconcellos


