Testes rápidos de HIV atraem centenas de visitantes durante 13ª Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética

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16/04/2014 – 17h30
 
Mais de 700 pessoas fizeram testes de HIV, sífilis e hepatite B e C nos quatro dias da 13ª Feira Internacional de Beleza, Cabelos e Estética – Hair Brasil, em São Paulo. Ao todo, foram realizados 2.829 testes: 708 anti-HIV, 705 de sífilis, 708 de hepatite B e 708 de hepatite C. Entre os resultados, quatro pessoas foram diagnosticadas com HIV, 17 com sífilis e duas pessoas com o vírus da hepatite C.

O cabeleireiro Diego da Silva (23) participou do último dia do evento, nessa terça-feira (15). Ele veio de Francisco Morato especialmente para fazer compras de produtos para o salão e ficar por dentro do que há de novo nesse universo de cabelos. E aproveitou também para fazer o teste de HIV e hepatites B e C.

“Estava visitando os estandes e me deparei com uma tenda amarela. Decidi ver o que era e descobri que podia fazer gratuitamente o teste de HIV. Nunca tinha feito. Essa tecnologia com o resultado saindo tão rápido me surpreendeu", declarou Diego. Ele considera bacana essas iniciativas de promoção à saúde: "Sou um profissional que nunca dedico meu tempo para cuidar da saúde, meu foco é no bem-estar de minhas clientes.”

A empresária Carmem Silvia (63), de Guarulhos (Grande São Paulo) também está entre as 700 pessoas que participaram da ação. "Decidi fazer os exames como forma de prevenção. No meu salão, sempre alerto as manicures para o cuidado com as hepatites e cuido para que todo o material seja esterilizado.”

A segurança da feira Denise Alencar* (33) e o recepcionista Danilo Cardoso aproveitaram o horário de almoço para fazer os exames. "Vi que a fila estava curta e corri para fazer o teste. Todos os anos trabalho na Hair Brasil e participo da ação. Quase não tenho tempo para ir ao serviço de saúde e essa é a minha chance de estar em dia com meus exames", disse Denise. Danilo fez o exame pela primeira vez. "Estou curioso, sempre uso camisinha, mas nunca se sabe.”

A manicure Maria Eunice, de 45 anos, aproveitou a ação para fazer os exames e entender um pouco mais as formas de prevenção das hepatites. "Trabalho há pouco tempo nessa área, mas não tinha ideia dos sérios problemas de saúde que essa profissão pode trazer se não tomarmos os devidos cuidados". disse. "Descobri aqui, numa palestra, que a transmissão das hepatites ocorre na retirada da cutícula, quando um instrumento não esterilizado causa ferimento. O problema é que muitas vezes não se nota, pois o corte pode não sangrar", continuou . "Vou para casa com o compromisso de tomar todos os devidos cuidados, principalmente com a esterilização de todo material".

Formas de transmissão

A transmissão do vírus da hepatite B e C pode estar relacionada com a má esterilização dos utensílios, como alicates e espátulas, que entram em contato com as unhas. A hepatite C é contraída pelo sangue contaminado e pode se tornar crônica, provocando cirrose e o hepatocarcinoma, proliferação celular anormal maligna do fígado. Já a hepatite B é mais facilmente transmitida por esse meio e também oferece risco de se tornar crônica, se apresentando de forma mais severa em pessoas com baixa imunidade.

O Ministério da Saúde tem uma cartilha específica para manicures, que traz orientações sobre práticas seguras no ambiente de trabalho. Acesse aqui o material educativo.

Para a coordenadora do Programa Estadual de DST Aids-SP, Maria Clara Gianna, a testagem durante a feira foi uma oportunidade para detecção precoce dessas doenças. “As hepatites B e C, em especial, podem ser transmitidas por meio de objetos cortantes que estiveram em contato com pessoas infectadas. Manicures e pedicures necessitam ter acesso à informação e às formas de prevenção, para proteção própria e de seus clientes”, observa Maria Clara.

A ação foi de iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids de São Paulo. O diagnóstico das infecções por HIV, sífilis e hepatites é fundamental para tratamento precoce e adequado e importante para o controle da epidemia e a qualidade de vida de seus portadores. Os testes ofertados durante a feira estão disponíveis o ano todo, sem custo, em toda a rede pública de saúde.

Talita Martins (talita@agenciaaids.com.br)

Dicas de entrevistas

Ministério da Saúde
Tel.: (61)3315-7665

Programa Estadual de DST/Aids
Tel.: (11) 5087-9835

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