TÉCNICAS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA PODEM AJUDAR O HOMEM HIV-POSITIVO A CONCEBER UM FILHO LIVRE DA INFECÇÃO DO VÍRUS

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10/1/2007 – 11h30

O relatório anual sobre HIV e Aids da Organização Mundial da Saúde e do Unaids (Programa das Nações Unidas para a Aids) apontou que o número de adultos e crianças infectadoss pelo vírus HIV na América Latina cresceu cerca de 12,5% entre 2003 e 2005, de 1,6 milhão para 1,8 milhão, no final do ano passado. Cerca de um terço dos soropositivos da região vive no Brasil. Para os casais em que o homem é portador do vírus HIV e a mulher é soronegativa existe a possibilidade de concepção de um bebê totalmente livre de doença. Trata-se do beneficiamento do sêmen, técnica viável por meio da fertilização in vitro.

O método que se resume numa filtragem seminal se deu por meio da combinação de técnicas relativamente simples e conhecidas de preparação seminal, que consistem em “lavar” o espermatozóide. Introduzida no Brasil pelo especialista em reprodução assistida Edson Borges Jr, a técnica aperfeiçoada pelo médico, até hoje, tem garantido que nenhum bebê ou a mãe seja infectado pelo vírus HIV.

Segundo Borges, a nova técnica é realizada por meios de cultivos especiais e centrifugação em partículas muito pequenas (percoll). Dessa forma é possível separar o espermatozóide do plasma seminal, o que permite o recolhimento de células livres do vírus. “Após o procedimento, tanto é possível realizar a inseminação artificial como a fertilização in vitro”, destaca o médico.

“Infelizmente, o procedimento ainda não é de conhecimento e alcance de todos. Os tratamentos que envolvem as técnicas da medicina reprodutiva requerem um investimento alto para a maioria desses casais e o sistema de saúde pública não oferece este tipo de tratamento”, salienta Borges.

“Ao apresentarmos a técnica aos casais, obtemos a adesão sem restrição alguma,” assinala o especialista ao registrar que atualmente 40 milhões de pessoas estão infectados pelo vírus HIV, sendo que dentre estas, aproximadamente 86% se encontra em idade reprodutiva.

Antes desse método, a conduta mais comum ao homem soropositivo era utilizar o banco de sêmen, o que garantiria a saúde do bebê. Procedimento muito válido àqueles homens saudáveis, porém inférteis.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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