Incorporada ao calendário nacional em junho, vacina protege contra 20 sorotipos do pneumococo; Brasil registrou 1,4 mil mortes por meningite pneumocócica entre 2023 e 2025
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde o início da estratégia nacional de vacinação, em junho. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, bactéria associada a quadros graves como pneumonia, meningite e outras infecções invasivas.
O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros, em Minas Gerais.
Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae. A nova vacina amplia a cobertura oferecida às crianças na rede pública e passa a substituir gradualmente a Pneumo 10 no esquema infantil.
“A inclusão da Pneumo 20 no SUS amplia o acesso das crianças à proteção contra doenças causadas por 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Na rede privada, o valor da vacina pode chegar a R$ 600. Desde a incorporação ao Calendário Nacional de Vacinação, mais de 1 milhão de crianças já receberam a vacina no país”, afirmou Padilha.
Proteção contra formas graves da doença
Entre os sorotipos contemplados pela Pneumo 20 estão o 3, o 6A e o 19A, associados a casos de doença pneumocócica invasiva no Brasil. O imunizante também oferece proteção contra otite média, infecção que, em determinadas situações, pode provocar complicações e até comprometimento da audição.
A vacinação é considerada a principal estratégia para prevenir as formas graves das doenças pneumocócicas. Crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações provocadas pela bactéria.
Os números mostram o impacto dessas infecções. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes pela doença. A taxa de letalidade no período chegou a 30%.
Entre crianças menores de 5 anos, foram contabilizados 589 casos e 187 mortes.
Além da proteção individual, o aumento da cobertura vacinal pode contribuir para diminuir internações, complicações e óbitos relacionados às doenças pneumocócicas.
Como fica o esquema de vacinação
Com a chegada da Pneumo 20 à rede pública, a Pneumo 10 será substituída gradualmente. Enquanto houver estoques disponíveis da vacina anterior, os dois imunizantes poderão ser utilizados no esquema infantil.
As crianças que estiverem iniciando a vacinação devem receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço deve ser de 60 dias.
Crianças que já completaram todo o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20.
Já aquelas que iniciaram o esquema com as vacinas Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada poderão completar a vacinação com a Pneumo 20 pelo SUS, desde que sejam respeitados os intervalos recomendados.
Quando os estoques da Pneumo 10 terminarem, todas as doses previstas no esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.
Pais e responsáveis devem verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso existam doses em atraso. O histórico vacinal da criança também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.
Redação da Agência de Notícias da Aids



