SUS inclui proteção contra bronquiolite para bebês prematuros e crianças com comorbidades, informa Folha de São Paulo

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Anticorpo monoclonal protege contra o vírus sincicial respiratório, principal causa da doença; Ministério da Saúde distribuiu 300 mil doses para todo o país.

O SUS (Sistema Único de Saúde) passou a oferecer neste mês o imunizante contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, para bebês prematuros e crianças com comorbidades. Segundo anúncio feito nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde, 300 mil doses foram distribuídas para todo o país.

O medicamento, chamado nirsevimabe, passa a ser prescrito gratuitamente para os bebês prematuros que nasceram até a 36ª semana e 6 dias de gestação, e a crianças de até 23 meses com comorbidades como doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida, e síndrome de Down.

Ao contrário das vacinas, o nirsevimabe imuniza o paciente por meio de anticorpos prontos. Trata-se de um anticorpo monoclonal capaz de fornecer proteção imediata, sem a necessidade de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos, como acontece nas vacinas convencionais.

Em 2025, a Folha mostrou que o imunizante contra o VSR estaria disponível para a rede privada a partir de março daquele ano, com preço estimado em R$ 2.663, segundo a Sanofi. Para o consumidor final, o valor poderia chegar a até R$ 3.548.

Além do medicamento contra a bronquilite para bebês e crianças, o SUS disponibiliza para gestantes a partir da 28ª semana de gestação a proteção contra o VSR com a vacina Abrysvo, da Pfizer. As doses custam acima de R$ 1.500 na rede privada e foram compradas pelo Ministério da Saúde por meio de um acordo entre o Instituto Butantan e a Pfizer.

A pasta aponta que o vírus sincicial respiratório é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos no Brasil.

Até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causados por VSR. crianças com menos de dois anos foram os mais afetados, com 35,5 mil ocorrências. Esse público representou 82,5% do total de casos de Srag por VSR no período.

O cuidado é voltado ao alívio dos sintomas e pode incluir medidas de suporte, oferta de oxigênio quando necessário, hidratação adequada e, em alguns casos, uso de broncodilatadores —medicamentos que ajudam a dilatar as pequenas vias aéreas dos pulmões, especialmente quando há chiado.

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