Campanha “É sífilis?” convida profissionais de saúde, gestores, imprensa e a sociedade a assumirem responsabilidades na luta contra a infecção
Para este 18 de outubro, Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita (Lei 13.430/2017), a Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST) lançou a campanha nacional “É sífilis?”, com uma série de postagens no perfil @eliminasifilis no Instagram. A ação combina mensagens técnicas, acolhedoras e criativas com o objetivo de conscientizar, humanizar e mobilizar.

Confira abaixo um trecho de cada postagemfeita pela campanha:
É sífilis, tenha responsabilidade!
“A responsabilidade é dos profissionais de saúde, que precisam oferecer o diagnóstico e tratamento corretos, e dos gestores, que devem garantir o acesso a testes, medicamentos e políticas públicas eficazes.”
A campanha começa com um chamado à responsabilidade coletiva. Mostra que o enfrentamento da sífilis vai além do indivíduo infectado — envolve profissionais, gestores e meios de comunicação.
É sífilis, acolha
“Por trás de um diagnóstico, há uma mãe, uma pessoa com seus medos e incertezas que precisa de apoio e cuidado. Acolher salva!”
A mensagem reforça o acolhimento como parte fundamental do cuidado, especialmente para gestantes em situação de vulnerabilidade. O atendimento sem julgamento é um gesto de empatia e proteção.
É sífilis, trate
“A sífilis tem cura! O tratamento é simples e eficaz, mas precisa ser feito corretamente.”
Trata-se de um chamado à ação: a doença tem cura, mas exige o tratamento adequado com penicilina e atenção aos parceiros sexuais, evitando reinfecção e novas transmissões.
É sífilis, explique
“Mais importante do que explicar as consequências da doença é mostrar que a prevenção é a melhor arma!”
A postagem enfatiza a educação em saúde como ferramenta essencial. Falar sobre prevenção, preservativo e testagem é o primeiro passo para conter a epidemia.
É sífilis, notifique
“A notificação não é burocracia: ela é fundamental para a saúde pública.”
Lembra que a notificação de casos é obrigatória e crucial para que gestores planejem políticas eficazes. É uma atitude ética e estratégica no combate à doença.
É sífilis, não normalize
“A sífilis é uma infecção que pode atingir todo o corpo. Deve ser tratada com a máxima seriedade.”
A mensagem combate a banalização da doença. Expressões como “não é grave” são criticadas por mascararem a gravidade da sífilis, que pode causar danos neurológicos e cardíacos.
É sífilis, investigue
“A sífilis pode se manifestar de diversas formas e, muitas vezes, de maneira silenciosa.”
O foco aqui é técnico: a sífilis pode ser confundida com outras condições. É essencial que os profissionais façam investigação clínica cuidadosa e diagnóstico diferencial.
É sífilis, sem preconceitos
“Temos que falar sobre sífilis, mas não precisamos falar apenas com a linguagem fria dos protocolos.”
A campanha valoriza a humanização da comunicação: arte, diálogo e criatividade ajudam a romper o estigma e aproximam o tema da realidade das pessoas.
É sífilis, faça busca ativa
“A busca ativa salva, previne e interrompe a cadeia de transmissão.”
Reforça que, após o diagnóstico, é necessário localizar e tratar os parceiros sexuais e bebês expostos. Só assim se rompe a transmissão e se evita a reinfecção.
É sífilis, faça uma boa reportagem
“A campanha ‘É sífilis?’ faz um convite direto à imprensa: FAÇA UMA BOA REPORTAGEM!”
A mídia é convocada a tratar o tema com empatia, seriedade e profundidade, ajudando a mobilizar a população e combater o estigma por meio da informação de qualidade.
É sífilis, seja criativo
“Use a arte para curar, acolher e transformar a conversa sobre sífilis!”
Assim como em outras postagens, esta reforça a ideia de que a comunicação pode ir além dos protocolos. A arte é uma aliada importante na sensibilização e no engajamento social.
A campanha “É sífilis?” mostra que o combate à sífilis exige mais do que conhecimento técnico. Requer empatia, organização dos serviços, escuta qualificada, clareza na informação e compromisso de toda a sociedade. Com uma abordagem plural e estratégica, a Sociedade Brasileira de DST oferece não apenas conteúdo, mas também direção: é hora de transformar dados em ação, e discursos em cuidado real. Que essa mobilização seja permanente — e que a pergunta “É sífilis?” continue ecoando como alerta e compromisso.
Redação da Agência de Notícias da Aids
Dica de entrevista
Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST)
Site: dstbrasil.org.br




