15/3/2007 – 16h25
São Paulo vai sediar nos próximos dias 16 e 17 de março o II Simpósio Nacional de Doenças Infecciosas e Parasitárias e III Simpósio Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis. O evento organizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com os Programas Nacional, Estadual e Municipal de DST e Aids tem como objetivo principal promover discussões sobre as doenças sexualmente transmissíveis e a hanseníase, com especial ênfase em seu tratamento e prevenção. O evento será no Hospital Sírio Libanês. A abertura será no dia 16, às 18h00.
Na sexta-feira, 16 de março, a população terá acesso a uma série de atividades paralelas ao Simpósio, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo, das 9h30 às 16h00. Estão previstos exibição de vídeos educativos, palestras sobre DST, debates, distribuição de preservativos e de folhetos informativos, além de espaço para aconselhamento individual, com encaminhamentos para unidades de saúde. Valdir Pinto, assessor responsável pela Unidade de DST do Programa Nacional de DST e Aids, apresenta no sábado, 17 de março, às 9h00, a palestra “A Abordagem das doenças sexualmente transmissíveis como estratégias de saúde pública”, no Hospital Sírio Libanês. Informações sobre a programação completa podem ser encontradas no site: https://www.sbd-sp.org.br/eventos/2007/simposionac-program.aspx
AS DSTs são doenças transmitidas por meio da relação sexual, seja ela homossexual ou heterossexual. As vias de transmissão incluem também o sexo oral e anal. Sendo assim, pode ser transmitida através do contato sexual homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher. As DSTs podem causar disfunções sexuais, esterilidade, aborto, contaminação fetal, bebês com baixo peso, natimortos, deficiência física ou mental, além disso, uma DST pode favorecer a transmissão de uma outra doença como, por exemplo, a transmissão do HIV. Segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 340 milhões de casos de DST ocorrem por ano, no mundo. No Brasil, as estimativas referentes à ocorrência de DST entre a população sexualmente ativa são: Tricomoníase (4.326.500), Clamídia (1.967.200), Gonorréia (1.541.800), Sífilis (937.000), HPV (685.400), Herpes genital (640.900). Grande parte das DST são tratáveis e curáveis, desde que diagnosticadas precocemente.
O Brasil é hoje o 2º país no mundo em números absolutosde portadores de hanseníase (perdendo somente para a Índia). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (2003), em se tratando de incidência média, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com 4,1 casos de hanseníase a cada 10 mil habitantes, enquanto a média da Índia é de 3,2.
Fonte: Agência Saúde



