
Apesar do progresso alcançado na resposta global, e mesmo sendo uma doença 100% curável, a tuberculose continua ceifando milhares de vidas em todo o mundo. De acordo com aOrganização Mundial de Saúde (OMS), 1,3 milhão de pessoas morreram de TB em 2022, incluindo 167 mil pessoas que viviam com HIV. Todos os anos, 11 milhões de pessoas adoecem com tuberculose no mundo, das quais 4% enfrentam a forma multirresistente (TB-MDR), ou seja, TB que não pode ser curada por medicamentos comumente usados, o que representa uma crise de saúde pública e uma ameaça à segurança da saúde global.
Em 2022, a taxa de incidência de tuberculose na região das Américas foi de 31 casos por 100 mil habitantes, um aumento de 13% na comparação com 2015 (27,5 casos). De acordo com as estimativas da OMS, as mortes por TB também aumentaram em 40% no mesmo período: em 2022, cerca de 35 mil pessoas morreram, das quais 11,2 mil (31%) eram pessoas vivendo com HIV.
Nas Américas, o progresso é lento e não sustentado. Embora a porcentagem de diagnósticos por testes rápidos recomendados pela OMS tenha aumentado de 13% para 40%, a cobertura do tratamento anti-TB caiu de 81% para 74% no mesmo período entre 2015 e 2022. Além disso, a taxa de sucesso do tratamento caiu de 76% para 72%; e a de mortalidade aumentou de 7% dos casos para 9%.
No Brasil, o enfrentamento à coinfecção TB-HIV é ainda um grande desafio por conta das desigualdades, das condições sanitárias e das fragilidades do Sistema Único de Saúde, entre outros fatores. De 2001 a 2020, o país registrou 133.830 casos novos de TB-HIV. De acordo com a OMS, a chance de uma pessoa com TB-HIV evoluir para a forma ativa da tuberculose é de 15 a 21 vezes maior que a da população geral.
Em geral, ainda é baixo o número de pessoas com TB-HIV que estão em tratamento antirretroviral no país (64,2% em 2020). Por outro lado, observa-se, desde 2014, uma diminuição constante do percentual de coinfecção TB-HIV, o que é um dado promissor. Em 2020, 10,2% das pessoas com TB tinham a infecção pelo HIV.
Apesar de ser uma doença 100% curável, uma das principais barreiras para a erradicação da TB é a duração do tratamento com medicamentos tradicionais, como a rifampicina e a isoniazida, que pode levar até 9 meses para ser concluído. No caso da TB multirresistente, o tratamento pode incluir injeções diárias dolorosas e a cura pode demorar até 2 anos.
Por isso, a Aids Healthcare Foundation se junta ao pedido daOrganização Panamericana de Saúde para que os governos tomem medidas e optem por tratamentos mais modernos e de menor duração, que aumentam a taxa de cura das pessoas. VisiteWeCanEndTB.org e conheça mais sobre as ações que la pessoas, a sociedade civil e os governos podem fazer para COLOCAR UM FIM NA TUBERCULOSE.
Fonte: AHF



