Os casos de sífilis materna continuam aumentando nos Estados Unidos, segundo dados recentes de saúde pública. O avanço preocupa porque a infecção durante a gravidez pode trazer consequências graves para o bebê se não for diagnosticada e tratada a tempo.
Entre 2022 e 2024, a taxa subiu de 280 para 358 casos por 100 mil nascimentos. O crescimento foi contínuo: 16% de aumento entre 2022 e 2023 e mais 10% entre 2023 e 2024. O problema já vinha crescendo há anos, e os números atuais reforçam o alerta.
Os dados mostram também desigualdades importantes. As maiores taxas ocorreram entre mulheres indígenas americanas e nativas do Alasca, seguidas por mulheres hispânicas, negras e brancas. Especialistas apontam que um dos principais problemas é a falha no rastreamento durante o pré-natal, já que a sífilis pode não causar sintomas claros.
Quando não tratada, a infecção pode ser transmitida ao bebê, causando a chamada sífilis congênita, que pode levar a complicações severas. Em 2023, os EUA registraram o maior número desses casos desde 1992. Por isso, reforçar o pré-natal e ampliar o acesso aos testes é considerado essencial.




