Senta Aqui: “Eu sou um ser humano que batalho muito pelo direito das pessoas serem livres para exercerem a sexualidade”, afirma Diego Krausz

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Na última terça-feira (30), a jornalista Marina Vergueiro recebeu o ator e comunicador, Diego Krausz, na coluna semanal “Senta Aqui’’, da Agência Aids, para um bate-papo sobre arte, cultura, HIV/aids, saúde mental, sexualidade, liberdade, poliamor, sonhos, trabalho, e muito mais.

Diego é um multiartista, com uma carreira artística multifacetada e um olhar atento nas questões sociais; ele tem sido uma voz ativa dentro e fora das redes sociais, trazendo à tona uma série de debates importantes, desde sua jornada no mundo da arte, até às discussões sobre HIV/aids, e os desafios enfrentados e superados ao longo de sua trajetória de vida. Essas questões todas foram, inclusive, abordadas na conversa entre Diego Krausz e Marina Vergueiro.

Krauzs contou que desde sempre, tem feito da arte sua válvula de escape. No que diz respeito à sua sexualidade, afirmou que a mesma nunca foi uma questão para si. “Eu sou um homem gay cis, nunca tive dúvida sobre a minha sexualidade […] e com o tempo, eu fui entendendo melhor onde me encaixava; mas não gosto de me encaixar em nenhum esteriotipo”, falou.

Krausz se entende como uma pessoa não monogâmica. A não-monogamia, poliafetividade, ou poliamor, como muitos gostam de chamar, é qualquer vínculo afetivo formado por três ou mais pessoas.

De acordo com o convidado, a poliafetividade mudou seus paradigmas e perspectivas acerca do conceito de amor. Para ele, este caminho lhe mostrou uma nova forma de se relacionar e fazer a manutenção do respeito e de seus afetos.

“Eu sou um ser humano que batalho muito para ser quem eu sou, pelas pessoas serem livres para exercerem sua sexualidade…”, afirmou. Ele entende que esta liberdade parte do seu lado artístico. 

Perguntado por Marina Vergueiro sobre como o HIV surgiu na sua vida, Diego compartilhou que no início não foi fácil lidar com o diagnóstico, mas sua rede de apoio, que abrange sua família, amigos e profissionais especializados em saúde mental o ajudaram a enfrentar esta fase com mais leveza e informação.

Além disso, naquele momento contou com a sorte de encontrar criadores de conteúdo que já falaram abertamente sobre a pauta nas redes sociais.

“Se eu dissesse não senti medo, seria uma mentira. Eu senti medo, isso é inevitável!”, disse.

“Eu cheguei em casa chorando, fui pesquisar e vi a galera falando o que a psicóloga já havia me dito… isso me tranquilizou mais”, complementou.

Ao apontar isto, o comunicador celebrou todos os avanços conquistados ao longo das décadas, mas por outro lado, lamentou que ainda em 2023 o imaginária social acerca da aids ainda esteja atrelado à morte.

“Infelizmente, ainda associamos muito a aquela imagem muito forte do Cazuza na capa da Revista Veja”, lamentou e finalizou.

Assista a conversa na íntegra:

 

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 Kéren Morais (keren@agenciaaids.com.br)

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