SENAC E AGÊNCIA AIDS REALIZAM WORKSHOP NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER. SALÃO DE HUMOR SERÁ ABERTO NESTA TERÇA

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5/3/2007 – 18h30

Na semana do Dia Internacional da Mulher, Senac inaugura exposição de humor sobre DST/Aids em São Paulo

Das 39,5 milhões de pessoas que vivem com HIV/Aids no mundo, cerca de 17 milhões são mulheres. Tendo como tema a feminização da pandemia e o Dia Internacional da Mulher, o Senac e a Agência de Notícias da Aids produzem o workshop “Mulher e Aids: um desafio para esta década” no Centro Universitário Senac, no bairro de Santo Amaro. Durante duas horas, com mediação da jornalista Roseli Tardelli, editora-executiva do site, as ativistas Silvia Almeida ( integrante do GIV- Grupo de Incentivo à Vida – e do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas) e Marta Macbritton ( coordenadora do Instituto Cultural Barong e especialista em prevenção) vão falar informalmente e abertamente sobre o assunto.

A ativista Silvia Almeida é uma mulher que vive com HIV/Aids há 13 anos. Mãe e avó, foi infectada por seu marido que faleceu e, a partir deste episódio, passou a desenvolver ações de prevenção para que outras mulheres não vivessem a mesma experiência.

Marta McBritton é coordenadora do Instituto Barong , ONG itinerante especializada em prevenção. Marta realiza ações de prevenção com jovens e mulheres. Durante a atividade, vai coordenar uma oficina e orientar o público sobre o modo correto de usar a camisinha feminina.

O evento acontece a partir das 14h, no dia 8, Auditório 3. O Centro Universitário Senac Santo Amaro fica na avenida Eusébio Stevaux, 823. Mais informações pelo telefone 11-5682-7300.

Exposição

Como parte da comemoração do Dia Internacional da Mulher, o Senac e a Agência de Notícias da Aids produzem a exposição “Prevenindo a Aids com Humor: 1º Festival Internacional de Humor de Prevenção da Aids e Doenças Sexualmente Transmissíveis”. A partir desta terça (6), a atividade será aberta ao público, mostrando 30 quadros de cartunistas do mundo inteiro, tendo como temas os Direitos Humanos, a Prevenção e o Tratamento da Aids.

As obras pertencem ao Programa Nacional DST/Aids e o objetivo é oferecer à sociedade um instrumento a mais de engajamento de todos para impedir o alastramento do vírus e um meio de valorização das pessoas que vivem com o vírus.

A exposição ficará aberta das 8 às 22h, no Centro Universitário Santo Amaro.

Trabalhadoras em Transporte Rodoviário

A editora-executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli, e a ativista do GIV – Grupo de Incentivo à Vida – Denise Moraes vão participar do seminário “Trabalhadoras em Transporte Rodoviário: Conscientizar Para Organizar e Agir”, organizado pela Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado São Paulo.

As duas abordarão o tema da feminização da Aids na mesa redonda “HIV/AIDS: é preciso prevenir e aprender a conviver” para cerca de 100 mulheres, entre cobradoras, motoristas e fiscais de tráfego.

A Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado São Paulo foi fundada em 1953 por um grupo de sindicalistas condutores.

Conheça mais o trabalho das ativistas

Barong

A organização tem como marca registrada um trailer para as ações itinerantes. A unidade móvel está equipada com tv, vídeo, som e material gráfico e uma camisinha inflada de 5 metros de altura. A proposta do carro é despertar a curiosidade das pessoas utilizando também nas atividades externas grupos de teatros na comunicação com o público.

A colocação de mesas e cadeiras, lembrando um bar, faz menção ao início do trabalho da instituição, que diante da dificuldade de falar sobre sexualidade no início da epidemia de Aids, utilizou-se deste formato. A venda de bebidas e lanches era utilizada para divulgar a importância da prevenção e da saúde sexual junto aos jovens.

O Barong distribui material informativo do Ministério da Saúde em todas as sua ações e disponibiliza sua equipe de psicólogas, sexólogas, arte-educadores e agentes.

A ONG promove a saúde sexual há 11 anos utilizando técnicas de comunicação para mobilizar o público.

O projeto tem o patrocínio da Bristol-Meyers Squibb, Secretaria da Juventude do Estado de São Paulo e da Agência de Notícias da Aids.

Silvia Almeida

Há 12 anos é soropositiva e descobriu ser portadora do HIV dentro de um casamento estável, dois filhos e uma vida calma e tranqüila. Dois anos depois, seu marido veio a falecer em decorrência de uma tuberculose – ainda não havia o coquetel anti-HIV, e sua saúde já estava bastante comprometida.

“Minha necessidade de viver e cuidar dos meus filhos foi a grande força que me impulsionou a continuar a viver.No final de 1996, iniciei meu tratamento, alguns medicamentos recebia pela saúde pública, outros a empresa em que trabalhava e trabalho até hoje, adquiriam para mim. Conheci um grupo de ajuda mútua, o GIV, Grupo de Incentivo à Vida, onde fui aprendendo a viver e aceitar a minha nova condição de portadora (de uma doença, cheia de estigmas, preconceitos, medos e culpas). Fui aprendendo a lutar junto ao grupo pela dignidade, pela cidadania, por nossos direitos e pelo respeito. E mais que isto, aprendi a força da palavra solidariedade”, comenta.

Atualmente, coordena um grupo de mulheres no GIV e é membro do Movimento das Cidadãs Posithivas.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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