06/02/2014 – 11h30
No primeiro discurso de um secretário-geral da ONU em uma sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), Ban Ki-moon condenou em Sochi, na Rússia, ataques e discriminação baseados na orientação sexual das pessoas. A informação é da agência de notícias Reuters Brasil. "Ódio de qualquer tipo não pode ter lugar no século 21", disse Ban, na véspera da abertura da Olimpíada de Inverno.
A Rússia, sede pela primeira vez dos Jogos de Inverno, tem sido alvo de críticas desde que o governo emitiu uma lei contra a propaganda gay no ano passado, o que foi denunciado por restringir direitos de homossexuais e descriminá-los.
"Nós todos devemos elevar nossas vozes em relação a ataques contra lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros ou intersexuais", disse Ban na quinta-feira, no balneário localizado na costa do mar Morto. "Nós devemos nos opor a detenções, prisões e restrições discriminatórias que eles enfrentam", acrescentou.
O presidente russo, Vladimir Putin, defende a lei sob alegação de que protege minorias e tem declarado que os homossexuais não serão discriminados durante a Olimpíada de Sochi.
Manifestantes protestam em São Paulo contra legislação homofóbica da Rússia
Um pequeno grupo de manifestantes protestou na noite dessa quarta-feira (5) na Avenida Paulista contra leis da Rússia consideradas homofóbicas, informa a Agência Brasil. No ano passado, o país aprovou uma legislação que proíbe a divulgação de informações sobre homossexualidade para menores de idade. Por isso, ativistas em todo o mundo estão aproveitando que a Rússia receberá as Olimpíadas de Inverno, que começam nesta quinta-feira (6).
O grupolevou cartazes para frente de uma lanchonete McDonald`s, um dos patrocinadores dos jogos. A ideia é pressionar as empresas que financiam as Olimpíadas a se posicionarem contra a discriminação.
Segundo o organizador do ato em São Paulo, Alberto Biancalana, a lei aprovada na Rússia tem incentivado a discriminação e atos violentos contra homossexuais no país. “Para mim, que sou homossexual e sofri bullying na escola, quando você vê um vídeo de um menino sendo ralado no asfalto, sensibiliza demais. Porque você imagina que poderia estar nessa situação”, disse.
Para uma das manifestantes, a internacionalista Raquel Marigny, as medidas adotadas pelo Estado russo são autoritárias. “Eu acho realmente um absurdo. É surreal o que a Rússia fez”.
Com informações da Reuters e Agência Brasil


