
Usuários do X, antigo Twitter, compartilharam informações falsas sobre suposta epidemia da doença na capital. Contudo, apesar dos registros terem caído, cuidados contra a doença sempre são válidos, reforça a secretaria.
Usuários do X, antigo Twitter, alarmaram sobre uma suposta epidemia de HIV em Campo Grande (MS) na última semana. Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirmou o contrário, que a contaminação caiu nos últimos meses.
Conforme os dados repassados pela secretaria, foram notificados 449 casos de HIV em 2023; já em 2022, foram 487. Ainda não há dados registrados de 2024. Desde 2013, foram notificados 4.048 casos em homens e 1.309 em mulheres na capital. Segundo a Sesau, existe uma tendência de crescimento da doença em pessoas do sexo masculino em Campo Grande e nos demais estados brasileiros. Veja a tabela abaixo.

Ainda conforme a Sesau, existem 6,2 mil pessoa vivendo com HIV em Campo Grande, cadastradas no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).
O índice não considera as subnotificações, apenas as pessoas que já iniciaram o tratamento em algum momento do seu diagnóstico e/ou estão em tratamento regular.
Nos últimos 10 anos, 719 pessoas abandonaram o tratamento, ou seja, não retiraram os medicamentos antirretrovirais há mais de 100 dias.
Apesar dos registros terem caído, os cuidados contra a doença sempre são válidos, reforça a secretaria.
Veja os cuidados necessários de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS):
- Usar preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral);
- Não compartilhar seringas, agulhas e outros objetos perfuro cortantes não esterilizados com outras pessoas;
- Mulheres vivendo com HIV/aids não devem amamentar, e necessitam realizar acompanhamento pré-natal para que sejam tomadas as medidas necessárias à prevenção da transmissão vertical do HIV (da mãe para a criança).



