
Richard Parker, diretor-presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) , foi reconhecido pela segunda vez consecutiva um dos cientistas mais influentes do Brasil e do mundo, de acordo com uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford, nos EUA. A pesquisa, liderada por John Ioannidis e publicada no final do ano passado, analisou o ranking mundial dos 100.000 cientistas mais influentes do mundo em 2022. Destes, 1.294 são cientistas do Brasil, com Parker ocupando o 62º lugar.
A metodologia utilizada na pesquisa inclui um índice composto de citações (c-core), calculado com base em seis parâmetros: Número total de citações (exceto autocitações); índice H (quantifica a produtividade e o impacto de artigos científicos mais citados); índice de coautoria de Schreiber ajustado (índice Hm); número de citações recebidas em trabalhos cujo pesquisador é um único autor; número de citações recebidas em trabalhos cujo pesquisador é o único autor ou o primeiro autor; número de citações recebidas em trabalhos cujo pesquisador é o único autor, o primeiro autor ou o último autor.
Além de Richard Parker, outros cientistas brasileiros foram destacados na pesquisa, incluindo nomes como Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or e colunista do GLOBO; a cardiologista e intensivista, Ludhmila Hajjar, colunista do GLOBO e professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP; o epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, Paulo Lotufo; e a pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical, Ester Sabino.
O número de pesquisadores brasileiros incluídos na lista teve um crescimento significativo de 287% desde a primeira edição em 2017, quando apenas 342 cientistas nacionais foram mencionados.
A seleção final inclui os 100 mil melhores cientistas com maior pontuação (c-score), somado aos 100 mil cientistas classificados entre os 2% com maior pontuação (c-score) para cada subárea de conhecimento. Considerando os dois indicadores, a lista final contém 210.198 pesquisadores.
Quem é Richard Parker

Richard Parker, há longos anos, é um importante estudioso da aids no contexto da saúde pública e direitos humanos. Antropólogo, sociólogo, sexólogo e brasilianista estadunidense, é reconhecido uma figura proeminente no campo científico, mas além de suas contribuições acadêmicas, também é um ativista pela causa das pessoas vivendo com HIV/aids.
Richard é ainda diretor-presidente da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS), uma organização não governamental brasileira, localizada no Rio de Janeiro (RJ), que desde 1987, se dedica à pesquisa, educação, advocacy, promoção dos direitos humanos e acolhimento de pessoas HIV+. A instituição facilita o diálogo entre diferentes setores da sociedade, incluindo governo, academia e sociedade civil, com o objetivo de melhorar a resposta nacional à epidemia de aids, no Brasil.
Parker explora ainda as transformações nas identidades sexuais e culturais que tomaram forma no Brasil nas últimas décadas. Nesse sentido, suas pesquisas vem revelando como fatores de gênero, raça, o histórico de colonialismo e a influência de outros países – principalmente Estados Unidos e Europa – contribuíram para a construção da identidade homossexual brasileira. Ele mapeia a epidemia de aids no país, mostrando como a mesma sofreu mudanças de perfil e comportamento ao longo das suas mais de quatro décadas.

Richard Parker fala ainda do preconceito existente contra as pessoas que vivem e convivem com o HIV, um desafio constante na vida das milhares de pessoas que têm o vírus, e das conquistas junto ao sistema público de saúde.
Redação da Agência de Notícias da Aids com informações
Dica de entrevista
ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS
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Telefone: +55 (21) 2223-1040.



