Atualmente são mais de 100 mil usuários da profilaxia, que é um método de prevenção contra o HIV/aids. Ao final de 2022, esse número era de 50,7 mil

Recentemente, o Brasil atingiu a marca de 104 mil usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Em 2022, o quantitativo era de 50,7 mil usuários. Esse marco reforça o compromisso do governo brasileiro na resposta ao HIV e à aids, garantindo que mais pessoas tenham acesso a estratégias de prevenção eficazes e seguras.
Distribuída gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), a PrEP é uma estratégia essencial na prevenção da infecção pelo HIV, além de ser considerada pelo Ministério da Saúde uma das principais iniciativas para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.
“É preciso continuar os esforços para expansão do acesso a PrEP para todas as pessoas que precisam, especialmente para populações em situação de maior vulnerabilidade para o HIV, que normalmente são aquelas com mais dificuldade de acesso a serviços de saúde”, afirma o coordenador-geral de Vigilância do HIV e Aids (CGHA) do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Artur Kalichman.
“Desde sua incorporação ao SUS ao final de 2017, temos trabalhado para ampliar o acesso, garantir a continuidade do acompanhamento e conscientizar a população sobre essa importante ferramenta de prevenção combinada”, complementa.
Kalichman reforça ainda que esse resultado é fruto do esforço conjunto de gestores públicos, profissionais de saúde e organizações da sociedade civil, sendo uma conquista para todos os usuários do SUS, que entenderam a importância da prevenção e do cuidado contínuo.
Profilaxia no SUS
A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) é uma estratégia preventiva que envolve o uso de medicamentos antirretrovirais (ARV) por pessoas HIV-negativas que estão em risco elevado de exposição ao vírus. A PrEP pode ser tomada diariamente ou sob demanda, sempre antes de uma situação de risco.
A profilaxia é prioritária para grupos em maior vulnerabilidade ao HIV, como gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo, pessoas trans, travestis e casais sorodiferentes (em que um dos parceiros vive com HIV e o outro não). Ao aderir à PrEP, a pessoa reduz de forma significativa o risco de infecção pelo HIV em caso de exposição.
No Brasil, a PrEP está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para mais informações, acesse a página sobre a PrEP
Redação da Agência Aids com informações do Ministério da Saúde
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