01/01/2008 – 17h10
No decorrer do ano de 2007, a Agência Aids publicou as principais notícias relacionadas ao tema HIV/Aids destacando o trabalho de ativistas, gestores públicos, jornalistas, médicos, especialistas e também cobrindo os principais eventos e acontecimentos nacionais e internacionais. A seguir, uma matéria publicada no dia 30 de novembro, sobre o lançamento do Programa Municipal de DST/Aids no Second Life, uma iniciativa inédita da Prefeitura de São Paulo.
Uma segunda vida. Isso é o que oferece o “Second Life”, ambiente virtual (e tridimensional) que simula aspectos do cotidiano. Nesse ambiente, cidades são dotadas de toda a infra-estrutura necessária ao bem-estar dos seus cidadãos. Escolas, monumentos, estabelecimentos comerciais, quase tudo está lá, menos um serviço público fundamental: um centro de saúde voltado ao trabalho de prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Isso muda a partir desta sexta-feira (30/11). Agora, o “Second Life” serve como ferramenta de combate à epidemia provocada pelo vírus HIV. O Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo criou um local, situado na Ilha Anhangabaú I (que recria parte do centro da capital paulista), no qual os frequentadores podem se informar sobre qualquer DST.
Além disso, um avatar (nome utilizado para definir os usuários desse sistema) fará o papel de um agente de prevenção apto, portanto, a esclarecer qualquer tipo de dúvida. O projeto começou, oficialmente, no início da tarde desta sexta-feira (30/11) e contou com a presença do secretário municipal de saúde de São Paulo, Januario Montone, e da coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids da capital paulista, Maria Cristina Abbate.
Os dois gestores classificaram a medida como “pioneira”. Para o secretário, um “ambulatório de referência na Second Life, no mundo virtual” é uma iniciativa “pioneira”. “É sempre um desafio você se atualizar”, avalia. “Eu espero que isso seja uma febre”, torce Januario Montone.
Maria Cristina Abbate disse que esse tipo de ação é algo inédito “no mundo inteiro.” “Ele [o usuário do sistema] vai ter todas informações disponíveis, inclusive da vida real”, esclarece. De acodo com a Prefeitura de São Paulo, em todo o mundo, o “Second Life” possui 11 milhões de usuários. Desses, cerca de 16% são brasileiros.
Para acessar o “Second Life”, no entanto, é necessário que o computador tenha uma série de configurações mínimas. A seguir, esses pré-requisitos fornecidos pela própria prefeitura de São Paulo:
-Conexão com Internet: cabo ou DSL ou via rádio (mínimo de 100 KBPS);
-Sistema Operacional: Windows XP (Service Pack 2), Windows 2000 (Service Pack 4), Mac OS X e Linux;
-Processador: 800 MHz Pentium III, Athlon, ou superior;
-Memória 256 MB ou superior;
-Placa de vídeo: nVidia GeForce 2, GeForce 4mx, ATI Radeon 8500, 9250 (ou superior).
Léo Nogueira


