16/03/2014 – 12h20
Uma mulher de 46 anos do Texas (Estados Unidos) pode ter sido infectada pela parceira com o vírus HIV, o que é considerado por autoridades da área de saúde um caso raro dessa transmissão de mulher para mulher. As duas mulheres haviam mantido um relacionamento sexual monogâmico por um período de seis meses. Uma delas era HIV positivo e não tomava nenhum medicamento antirretroviral há dois anos, segundo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC em inglês).
A segunda mulher havia se submetido ao teste de HIV anteriormente e obteve resultado negativo para o vírus, mas, durante o relacionamento, ela se infectou. Esta mulher não apresentava outros fatores de risco para o HIV: não teve nenhuma relação heterossexual nos últimos dez anos e não era usuária de droga injetável, diz o CDC.
Registros de transmissão do HIV entre duas mulheres são raros e, em casos anteriores, os pesquisadores não conseguiram determinar se algum outro fator, como o compartilhamento de seringas, causou a infecção.
Mesmo assim, como o HIV pode estar presente nos fluidos vaginais e no sangue menstrual, a transmissão do vírus entre duas mulheres é teoricamente possível, afirmam os pesquisadores.
No caso atual, as duas mulheres relataram práticas sexuais que podem ter transmitido o vírus: sexo sem proteção envolvendo contato oral com fluidos vaginais e também durante período menstrual, compartilhamento de brinquedos sexuais e, algumas vezes, sexo pouco mais agressivo, que resultou em sangramento. O casal disse não ter recebido informações sobre práticas de sexo seguro e contou que mantém relações sem proteção rotineiramente.
“Casais sorodiscordantes de qualquer gênero devem ter conhecimento de seu status sorológico e ter acesso a serviços de informação e aconselhamento, especialmente instruções sobre práticas de sexo seguro,” declarou o CDC.
O relatório ainda ressalta que pessoas vivendo com HIV devem continuar a receber cuidados médicos, uma vez que o controle da carga viral com os medicamentos reduzem o risco de transmissão para o parceiro não infectado.



