Referência em transmissão vertical, Luiza Matida morre em SP. Programa Estadual cria prêmio em homenagem à médica

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20/01/2014 – 15h20

Morreu na madrugada do último domingo (19), aos 59 anos, a médica epidemiologista Luiza Harunari Matida, coordenadora das ações de prevenção da transmissão vertical do HIV e sífilis congênita no Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids (CRT) de São Paulo. Em homenagem à médica falecida em São Paulo em decorrência de um câncer, o Programa Estadual de DST/Aids lança o Prêmio Luiza Matida, dedicado aos municípios paulistas que alcançarem a meta de eliminação da transmissão vertical do HIV e sífilis.

Graduada em Medicina pela Faculdade Bandeirante de Medicina-SP, Luiza tinha especialização em Pediatria, Saúde Pública, Administração Hospitalar e Serviços de Saúde, com Mestrado em Epidemiologia e Doutorado em Pediatria, ambos pela Universidade Federal de São Paulo.

De 2004 a 2008, Luiza colaborou com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Em nota, este órgão temático lamentou a morte da médica e se solidarizou com a família e amigos.

A coordenação do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo e do CRT também divulgou uma nota de pesar pelo falecimento de Luiza.

“Determinada e persistente em seus objetivos e ideais, Luiza não se conformava com a notificação de casos de transmissão vertical, sobretudo da sífilis no estado de São Paulo. A redução dos casos de transmissão vertical do HIV e a organização das ações de controle da sífilis no estado de São Paulo nos últimos anos deve-se em grande parte ao seu árduo e incansável trabalho”, informa a nota do CRT.

Em 2013, em parceria com a Agência Japonesa Jica, ela fez parte de um grupo técnico para qualificação e fortalecimento da resposta moçambicana ao HIV e aids.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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