4/12/2006 – 14h30
Ativistas pedem a anulação do exame obrigatório de tuberculose para os quenianos que pretendem ficar mais de seis meses no Reino Unido, alegando que é estigmatizante.
O Alto Comissariado da Grã Bretanha anunciou, no fim de Novembro, que as pessoas de países com alta incidência de tuberculose (TB), como a África do Sul, China e Zimbábue, serão testadas quando solicitarem vistos.
Os exames serão feitos pela Organização Internacional da Migração (OIM). Em caso de teste positivo, a pessoa poderá fazer outro pedido depois de curado.
Quênia é o décimo na lista dos 22 países com 80 por cento dos casos de TB no mundo, segundo as Nações Unidas.
Sessenta por cento dos quenianos com TB estão co-infectados pelo HIV.
A nova exigência surgiu após um relatório da Agência de Proteção a Saúde, da Grã-Bretanha, apontar que a TB, malária e HIV no país atingem principalmente os imigrantes.
Após o lançamento do relatório, o tablóide britânico The Sun advertiu em editorial, a 16 de Novembro, que o Reino Unido estava em risco “da explosão de doenças fatais (TB e Aids) por culpa dos imigrantes”.
A OIM diz que a exigência de testes pode resultar na detecção rápida para o tratamento da TB em candidatos a vistos, bem como baixo risco de infecção nas comunidades britânicas.
Fonte: Plusnews (www.plusnews.org/pt)



