Projeto Glitter leva brilho consciente e autocuidado à Feira da Diversidade e ao Camarote Solidário da Agência Aids

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Durante a semana da 29ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, o brilho terá um significado ainda mais especial. O projeto Visíveis e Brilhantes, conhecido como Glitter, estará presente em dois importantes eventos da programação oficial: a Feira da Diversidade e o Camarote Solidário da Agência Aids. Com oficinas gratuitas de maquiagem artística e rodas de conversa sobre autocuidado, a proposta une arte, sustentabilidade e justiça social.

Idealizado pelo Instituto Cultural Barong, com apoio do Fundo Positivo, do Grupo Pela Vidda São Paulo e da GSK Brasil, o projeto atua na formação de mulheres trans, travestis e cis em situação de vulnerabilidade social, oferecendo oficinas de produção artesanal de glitter orgânico. Mais do que estética, o brilho serve como ferramenta de emancipação, consciência ambiental e fortalecimento de vínculos comunitários.

Oficinas com brilho e propósito

A primeira parada será na Feira da Diversidade, que acontece no dia 19 de junho, a partir das 9h, no Memorial da América Latina. No espaço, a equipe do Glitter realizará maquiagens artísticas com glitter ecológico, produzido manualmente pelas próprias participantes do projeto.

Já no dia 22 de junho, durante o Camarote Solidário, iniciativa criada pela jornalista Roseli Tardelli, a equipe leva não só seu brilho consciente, mas também informação sobre sustentabilidade, cuidado coletivo e saúde integral, reafirmando o compromisso com os direitos da população LGBTQIA+.

Transformando vidas com brilho

“O projeto Glitter nasceu da urgência de cuidar do planeta sem deixar de cuidar da autoestima e da autonomia das nossas comunidades”, explica Fabi Mesquita, educomunicadora e coordenadora da iniciativa. “A população LGBTQIA+ está entre as mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, vimos comunidades inteiras diretamente impactadas — muitas pessoas trans foram recusadas em abrigos, e quem depende de medicamentos, como antirretrovirais, enfrenta riscos com o superaquecimento e a falta de armazenamento adequado. Aprender sobre glitter orgânico vai muito além de uma técnica de artesanato: é repensar o mundo, ensinar sobre autocuidado, cuidado com o outro e com o planeta. Isso é um ato político — e brilhar sem destruir é uma escolha radical.”

Para Leona Pinheiro, integrante da iniciativa, “o projeto Glitter reflete um compromisso com o futuro, onde a inovação e a arte caminham lado a lado com a responsabilidade de proteger o meio ambiente, e ao abraçar nosso Projeto, estamos estamos semeando um futuro onde a beleza e o brilho é sustentável e a paixão pela criação se une ao respeito e amor pelo Meio Ambiente.”

As oficinas promovidas pelo projeto integram rodas de conversa, momentos de escuta e criação coletiva, fortalecendo o protagonismo das mulheres participantes.

Além do impacto ambiental positivo — por evitar o uso de plásticos e microplásticos na composição do glitter — o projeto também movimenta a economia solidária e fortalece redes de afeto, especialmente entre mulheres trans e travestis, historicamente marginalizadas.

Redação da Agência de Notícias da Aids

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Instituto Cultural Barong
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