PROGRAMA DE COMPUTADOR USA CAPACIDADE OCIOSA DA MÁQUINA DE USUÁRIOS COMUNS PARA PROCESSAR DADOS CONTRA DOENÇAS COMO A AIDS

Ouça esta postagemCarregando...
1.0x

27/12/2006 – 18h

Uma rede de computadores espalhados por todo o planeta, todo eles com um programa em comum, pode ter a capacidade de processar dados de pesquisas científicas para melhorar o tratamento contra doenças como a Aids e o câncer, além de desenvolver estudos sobre moléculas e o genoma humano. Este é o objetivo do “World Community Grid”, lançado em 2004 pela IBM. O software, que pode ser baixado por qualquer usuário com acesso à internet, utiliza a capacidade ociosa do computador (quando a máquina não está usando sua capacidade total de processamento) para beneficiar na luta contra doenças. No mês passado, a Fundação Oswaldo Cruz foi o primeiro centro de pesquisa brasileiro a participar do programa.

A Fiocruz tem a ajuda do sistema de computadores para realizar análises de proteínas e os estudos sobre as interações entre elas. O estudo tenta desvendar como as células e os microorganismos interagem com seus ambientes e/ou hospedeiros, o que abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias tanto de controle de parasitas e doenças infecciosas quanto de tratamento de doenças metabólicas e crônicas ou degenerativas.

O World Community Grid possui um computador central que distribui os dados a serem analisados pelos microcomputadores dos usuários ao redor do planeta que utilizam a internet. O internauta pode escolher no site do programa se deseja que sua máquina processe dados sobre uma patologia específica ou deixe que o microcomputador faça uma escolha aleatória.

Na área de HIV/Aids, chamada de “FightAids@Home”, o programa testa diferentes combinações de moléculas que possam barrar a entrada do vírus nas células ou ainda impedir a maturação do HIV.

Para baixar o programa, o internauta deve acessar www.worldcommunitygrid.org (disponível apenas em inglês).

O usuário deve ter, pelo menos, um computador Pentium de 550MHz, 25 MB de memória livre e 60 MB de Ram, além do acesso discado ou por banda larga à internet. Após o registro de nome de usuário e senha, o micro do internauta será utilizado todas as vezes em que estiver inativo, buscando, calculando e devolvendo dados ao servidor da organização. O site da organização classifica o trabalho como um “donativo beneficente de processamento da máquina do usuário por um mundo melhor”.

Ainda de acordo com dados da organização, mais de 400 mil computadores processam dados, sendo, pelo menos 44 mil do continente europeu e 3 mil da América do Sul.

Em 2 anos de funcionamento do projeto, mais de 66 mil anos foram processados e mais de 62 milhões de resultados foram devolvidos ao servidor central que remete as pesquisas de volta aos respectivos centros de estudo.

Redação da Agência de Notícias da Aids

Apoios