
Um webinário internacional promovido pelo Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde e Bem-Estar Social do Paraguai, reuniu na última terça-feira (11) profissionais e gestores de enfermagem dos dois países para discutir melhores práticas no combate à sífilis. O evento, intitulado “Atuação da Enfermagem na Atenção às Pessoas com Sífilis – Relatos de Experiências”, teve como foco principal a prevenção da sífilis congénita e o aperfeiçoamento das estratégias de manejo da doença.
O que é a sífilis?
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A doença apresenta várias fases e, se não tratada adequadamente, pode evoluir para complicações graves, incluindo problemas neurológicos e cardiovasculares. A sífilis também pode ser transmitida de mãe para filho durante a gestação, causando a chamada sífilis congénita, que pode levar a sequelas graves no bebê ou até mesmo ao óbito.
O tratamento é feito com penicilina benzatina, um antibiótico eficaz, mas cujo uso ainda enfrenta desafios, como a capacitação adequada dos profissionais de saúde para sua administração.
O papel da enfermagem no combate à sífilis
Durante o webinário, profissionais brasileiros e paraguaios compartilharam experiências sobre o enfrentamento da sífilis, destacando a importância da enfermagem na prevenção, detecção e tratamento da doença. A enfermeira Ivani Gromann apresentou o trabalho realizado na Atenção Primária à Saúde em Cacoal (Rondônia), enquanto Erasmo Diógenes abordou estratégias para o atendimento de pessoas em situação de rua em São José do Rio Preto (São Paulo). Já Maria Alix, do Ceará, falou sobre o uso racional da penicilina na rede de saúde.
As enfermeiras paraguaias Lucia Belém Martinez Alderete e Alan Nícolas Ascona Gonzales relataram as ações adotadas no combate à sífilis congénita, enfatizando estratégias de monitoramento e gestão para reduzir os casos da doença no país.
Desafios e perspectivas
Um dos desafios discutidos foi a interpretação correta dos exames de sífilis e a avaliação de cicatrizes sorológicas, que podem levar a diagnósticos equivocados e a tratamentos desnecessários, principalmente em gestantes. Além disso, a capacitação dos profissionais para o uso da penicilina segue como uma das principais preocupações para garantir o tratamento adequado e eficaz da infecção.
A troca de experiências durante o evento reforçou a importância da cooperação internacional e do protagonismo da enfermagem na luta contra a sífilis, promovendo um atendimento mais eficaz e humanizado às populações vulneráveis.
Redação da Agência Aids com informações do Ministério da Saúde


