PRESIDENTE BUSH AFIRMA ESTAR DESAPONTADO COM DECISÃO DE PENA DE MORTE PARA 5 ENFERMEIRAS E UM MÉDICO NA LÍBIA

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21/12/2006 – 15h20

George W. Bush disse ao presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, nesta quinta-feira (21) que se sentiu desapontado com a Líbia, que condenou à morte cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino por supostamente terem infectado crianças com o vírus HIV.

Bush conversou com Parvanov por telefone da Casa Branca sobre a decisão da Corte da Líbia, reiterando seu suporte em esforços para soltar os acusados, segundo informações do porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, Gordon Johndroe.

O presidente americano aproveitou o telefonema para parabenizar Parnov pela entrada da Bulgária na União Européia – que será oficializada no dia 1 de janeiro.

Nesta semana, as cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino foram condenados à morte acusados de infectar 426 crianças com o vírus da Aids em um hospital da cidade Bengazi (Líbia), em 1998. Todos se encontram presos desde então e já foram sentenciados à morte em 2004, mas a decisão foi anulada e um novo processo foi aberto.

Em 2003, uma comissão independente européia concluiu que a culpa era das péssimas condições de higiene do hospital, que reutiliza(va) as seringas – procedimento adotado antes da contratação destes profissionais, de acordo com os peritos ocidentais.

No entanto, mais de 100 cientistas internacionais contestaram, afirmando em abaixo-assinado que a perícia foi realizada por “pseudo-experts”. Peritos da Líbia afirmaram que as infecções foram ocasionadas apenas em partes do hospital em que os profissionais de saúde acusados atuavam.

Nesta semana, a Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, também disse que o país estava “muito desapontado” com a decisão e pediu que os acusados fossem soltos para voltar para casa o mais rápido possível. A União Européia também afirmou estar “chocada” com o assunto.

Fonte: Associated Press e Redação da Agência de Notícias da Aids

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