PrEP, PEP, TARV, CD4, I=I… Entenda por que é tão importante conhecer essas siglas quando o assunto é HIV

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Quem busca informações sobre HIV pela primeira vez, seja após um diagnóstico, por curiosidade ou para conhecer as formas de prevenção, costuma se deparar com uma série de siglas que parecem complicadas. PrEP, PEP, TARV, CD4, carga viral, I=I…

Embora sejam muito utilizadas nos serviços de saúde, entender o que cada uma significa facilita a compreensão sobre prevenção, tratamento e acompanhamento da infecção pelo HIV.

Mais do que termos técnicos, essas siglas fazem parte do dia a dia de quem vive com HIV ou busca formas de se prevenir. Conheça o significado de cada uma delas.

PrEP

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é uma estratégia de prevenção indicada para pessoas que têm maior chance de entrar em contato com o HIV.

Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao vírus. Quando utilizada corretamente e com acompanhamento em um serviço de saúde, oferece alta proteção contra a infecção pelo HIV.

Uma dúvida comum é se a PrEP substitui o preservativo. A resposta é não. Ela protege contra o HIV, mas não previne outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, o uso de preservativos e a realização periódica de testes continuam sendo recomendados.

PEP

Enquanto a PrEP é utilizada antes de uma possível exposição ao vírus, a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é uma medida de emergência.

Ela é indicada após situações como relações sexuais desprotegidas, violência sexual ou acidentes com material biológico. Para funcionar, precisa ser iniciada o quanto antes, de preferência nas primeiras horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição. O tratamento dura 28 dias e deve ser acompanhado por uma equipe de saúde.

TARV

A TARV (Terapia Antirretroviral) é o nome dado ao tratamento utilizado por pessoas que vivem com HIV.

Ela reúne os medicamentos responsáveis por controlar a multiplicação do vírus no organismo. Atualmente, o tratamento é recomendado para todas as pessoas diagnosticadas com HIV, independentemente da fase da infecção.

Quando iniciado precocemente e seguido de forma adequada, reduz a carga viral, preserva o sistema imunológico e permite que a pessoa tenha qualidade de vida.

CD4

Quem recebe o diagnóstico de HIV costuma ouvir falar do exame de CD4 logo nas primeiras consultas.

O CD4 é um tipo de célula de defesa do organismo. O exame mede a quantidade dessas células no sangue e ajuda a avaliar como está o funcionamento do sistema imunológico.

Embora continue sendo importante, especialmente em algumas situações clínicas, hoje ele não é o principal exame para verificar se o tratamento está funcionando. Esse papel passou a ser da carga viral.

Carga viral

A carga viral indica a quantidade de HIV presente no sangue e é um dos exames mais importantes durante o acompanhamento.

É por meio dela que a equipe de saúde verifica se a terapia antirretroviral está conseguindo controlar a multiplicação do vírus. Quando esse resultado se torna indetectável e permanece assim graças à adesão ao tratamento, a pessoa não transmite o HIV por via sexual.

I=I

A sigla I=I significa Indetectável=Intransmissível.

Ela resume uma das informações mais importantes sobre o tratamento do HIV. Respaldado por evidências científicas, o conceito demonstra que pessoas vivendo com HIV, em tratamento e com carga viral indetectável sustentada, não transmitem o vírus por via sexual.

Além de reforçar a importância da adesão ao tratamento, o I=I também tem um papel fundamental no enfrentamento do estigma e da desinformação.

IST

Outra sigla que aparece com frequência quando o assunto é saúde sexual é IST, que significa Infecção Sexualmente Transmissível.

O termo substituiu a antiga sigla DST (Doença Sexualmente Transmissível) porque uma pessoa pode estar infectada e ainda não apresentar sintomas.

Além do HIV, fazem parte desse grupo infecções como sífilis, gonorreia, clamídia e hepatites virais.

Informação também é prevenção

Conhecer essas siglas vai muito além de entender termos técnicos. Elas fazem parte da rotina de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e ajudam as pessoas a compreender melhor o próprio cuidado.

Em um cenário em que a desinformação ainda alimenta o preconceito, entender conceitos como PrEP, PEP, TARV, CD4, carga viral e I=I também é uma forma de ampliar o acesso à informação de qualidade e reforçar que o conhecimento continua sendo uma das principais ferramentas na resposta ao HIV.

Bárbara Clara, especial para a Agência de Notícias da Aids

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