30/11/2006 – 16h20
Na foto ao lado, Maria Cristina Abbate, coordenadora de DST/Aids do Município de São Paulo
“Eu tô igual ao São Tomé. Preciso ver pra crer”, afirma José Carlos Veloso, presidente do Grupo de Apoio a Prevenção da Aids de São Paulo (GAPA-SP), comparando-se ao apóstolo que duvidou da ressurreição de Cristo. Veloso desconfia das “promessas” da Secretária Municipal de Saúde, Maria Aparecida Orsini, em relação ao futuro do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) Campos Elíseos, que presta assistência aos portadores de HIV na região central de São Paulo.
Em reunião no próprio SAE, realizada no final da tarde desta quarta-feira (29/11), a Secretaria de Saúde do Munícipio anunciou a possibilidade de convênio com o Hospital Sírio Libanês, pelo qual o Hospital ficaria responsável pelo restauro do local onde ficava o antigo SAE Campos Elíseos (na Alameda Cleveland, 374). Segundo a Secretaria, o valor do convênio alcançaria R$ 2 milhões. “A perspectiva é que seja assinado ainda este mês [referindo-se a dezembro]”, afirma Maria Cristina Abbate, Coordenadora de DST/Aids do município de São Paulo. Após a assinatura do acordo, “a reforma vai demorar um ano e meio, dois anos sendo bem pessimista”, explica Abbate. “É uma reforma um pouquinho demorada mesmo, pois se trata de restauração”, completa a coordenadora de DST/Aids do município, lembrando que o local é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico (CONDEPHAT).
Enquanto a restauração, que ainda depende da assinatura do convênio, não acontece, a Prefeitura “se comprometeu a melhorar um pouco a situação do SAE”, explica o ativista José Carlos Veloso. Segundo nota divulgada recentamente pelo Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, o local “evidencia o descaso das autoridades com a saúde das pessoas com HIV/Aids e com a saúde como um todo.” “Nós criamos uma comissão tanto para a companhar o processo de restauração, como para avaliar o que pode ser feito para melhorar o atendimento no local [no atual SAE Campos Elíseos, localizado na Rua Albuquerque Lins, 40]”, resume Maria Cristina Abbate, Coordenadora de DST/Aids do município de São Paulo.
Na reunião desta quarta-feira (29/11), realizada nas dependências do próprio SAE Campos Elíseos, estavam presentes: a Secretária Municipal de Saúde, Maria Aparecida Orsini; Maria Cristina Abbate, coordenadora de DST/AIDS do Município de São Paulo; representantes do SAE e ativistas do movimento de combate a Aids do estado.
Léo Nogueira



