Com estrutura robusta, 98% dos casos foram resolvidos nos próprios postos médicos; náuseas e mal-estar lideram as ocorrências
No primeiro dia oficial do pré-carnaval de rua de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou um total de 500 atendimentos nos postos médicos espalhados pelos circuitos da cidade neste sábado (7). A estrutura montada pela Prefeitura de São Paulo demonstrou alta resolutividade: do total de pacientes, apenas 8 pessoas, ou seja, apenas 1,6% das pessoas atendidas precisaram de remoção para unidades hospitalares, como a UPA Vergueiro, que recebeu quatro das transferências, além do Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio, Hospital Alvorada, Hospital Municipal de Vila Santa Catarina e UPA Lapa – Prof. João Catarino Mezomo, demonstrando que toda a rede de equipamentos está pronta e articulada para o suporte aos foliões.
Para o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a estratégia de atendimento imediato nos locais de festa é o diferencial para garantir a segurança da população sem comprometer o sistema hospitalar: “A estrutura que montamos para o Carnaval de Rua de São Paulo foi planejada para oferecer segurança e resposta imediata diretamente nos circuitos da folia. O fato de termos resolvido mais de 98% dos casos dentro dos próprios postos médicos, com apenas 1,6% de remoções, comprova a alta resolutividade das nossas ‘mini-UPAs’ móveis. Essa eficiência é fundamental para o sistema de saúde como um todo, pois permite que o folião receba o cuidado necessário de forma rápida e segura, evitando deslocamentos desnecessários e, principalmente, impedindo a sobrecarga nos hospitais, que seguem operando normalmente para o restante da população paulistana.”
Entre as principais causas de busca por assistência médica estão náusea e vômito (20%), seguidos por quadros de ansiedade (9,2%) e mal-estar (7%). A maioria dos pacientes atendidos foi classificada com a cor verde (319 casos), indicando situações de baixa gravidade que foram prontamente solucionadas nas próprias mini-upas.
O balanço consolidado aponta uma concentração maior entre jovens e adultos de 21 a 40 anos, com 281 atendimentos. Em seguida aparecem as faixas de 41 a 60 anos (96), 15 a 20 anos (81), crianças e adolescentes de 0 a 14 anos (27) e idosos acima de 60 anos (15).
O Posto Médico Abílio Soares foi a unidade com maior demanda, contabilizando 167 atendimentos, seguido pelo Posto Médico Portão 9 (105) e Posto Médico Bandeira 2 (69). Esses foram os postos instalados para o público da cantora Ivete Sangalo, Mariana Aydar e Alceu Valença. A maioria dos foliões (345) chegou aos postos de forma espontânea, os demais contaram com a estrutura de apoio montada pela prefeitura, sendo 113 encaminhados por bombeiros civis contratados pela SMS, 15 por ambulâncias e 27 por outros meios de suporte.
Estrutura de Saúde
Para garantir a segurança dos foliões nos oito dias de operação, a Prefeitura de São Paulo mobilizou uma estrutura composta por 80 postos médicos e 95 ambulâncias, sendo 20 UTIs móveis. Os postos operam com tecnologia avançada, incluindo desfibriladores, salas de emergência climatizadas e monitoramento em tempo real pela Sala de Situação da SMS.
Ao todo, 1.920 bombeiros civis e 960 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, atuam diretamente nos circuitos para garantir que a festa ocorra com assistência imediata. As 34 UPAs, AMAs e hospitais municipais da rede seguem operando normalmente como suporte ao esquema especial de Carnaval.
Ações de Prevenção (IST/Aids)
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Coordenadoria de IST/Aids da SMS, amplia as ações de prevenção combinada durante o Carnaval de rua com a campanha “Camisinha na Folia” de 2026. A iniciativa leva gratuitamente preservativos, gel lubrificante, testagem rápida e acesso às profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PEP) para foliões em regiões estratégicas, por meio de tendas fixas, unidades móveis e equipes volantes. A estimativa da SMS é distribuir mais de 2,5 milhões de insumos de prevenção durante o período.



