19/12/2014 – 12h
A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu comunicado nesta sexta-feira (19) dizendo estar "profundamento preocupada" pela expulsão de uma criança de 8 anos, por ser portadora do vírus HIV, de um povoado no sudoeste da China. A entidade também denunciou que houve discriminação e estigmatização do garoto, que foi expatriado de Shufangya, lugarejo da província chinesa de Sichuan (sudoeste do país), por ser soropositivo.
O caso criou uma grande polêmica na China, após ser revelado nesta semana que os habitantes do povoado, entre eles o avô do menor, tinham recolhido cerca de 200 assinaturas para expulsar a criança com o objetivo de "proteger a saúde dos moradores".
"O estigma e a discriminação são nossos maiores inimigos na luta para acabar com o HIV. Em todas suas formas e circunstâncias, são inaceitáveis e têm que parar. Não há razão para excluir alguém com HIV, adulto ou criança, da vida normal", assinalou o comunicado da ONU.
As Nações Unidas lamentaram também que "a ignorância e o medo continuam tendo consequências devastadoras para aqueles que vivem com HIV".
"A discriminação contra alguém com HIV é uma violação fundamental dos direitos humanos básicos, assim como uma violação da lei nacional da China", insistiram as Nações Unidas.
Segundo os últimos dados da Comissão Nacional de Planejamento Familiar e Saúde da China, divulgados em 1º de Dezembro por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 497 mil pessoas são portadoras do HIV no gigante asiático.


