
Novo estudo revela a “situação catastrófica” das famílias que convivem com a doença
O primeiro inquérito nacional sobre a carga econômica das famílias afetadas por tuberculose (TB), estudo publicado recentemente na revista científica Plos One, mostra que 48% das famílias brasileiras afetadas pela tuberculose tiveram “custos catastróficos” relacionados ao tratamento, diagnóstico ou incapacidade para o trabalho devido à carga da doença.
A pesquisa foi conduzida entre 2019 e 2021 com pacientes com todos os tipos de tuberculose e sem restrição de idade. Eles foram entrevistados sobre custos, tempo perdido, medidas de enfrentamento, renda, despesas domésticas e propriedade de ativos.
O objetivo do estudo, conduzido pela professora Ethel Leonor Noia Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com pesquisadores de outras instituições brasileiras, era verificar se o Brasil caminha para atingir uma das três metas da estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o fim da tuberculose, que busca que nenhum paciente com TB enfrente custos catastróficos com a enfermidade.
O custo catastrófico, segundo o artigo, refere-se àquele que supera 20% dos rendimentos anuais das famílias, devido à carga da doença.


