05/04/2014 – 15h30
Mais uma barbaridade contra os direitos humanos acontece em Uganda. Segundo o site R7, a polícia daquele país invadiu um projeto contra a aids financiado pelos Estados Unidos e prendeu um funcionário, que foi acusado de incitar práticas homossexuais.
Uma sanção presidencial de fevereiro de 2014 criou a Lei Anti-Homossexualidade naquele país, que inclui a prisão perpétua para homossexuais e para quem conhece pessoas homossexuais e não as denuncia às autoridades. Leia na nossa página principal artigo de Toni Reis, doutor em Educação e secretário de Educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), sobre o assunto. E, a seguir, a matéria do R7:
Uganda: polícia ataca projeto contra aids financiado por EUA
Porta-voz do governo disse que a polícia invadiu o projeto por incitação à homossexualidade
A polícia de Uganda entrou nas instalações de um projeto contra a aids, financiado pelos Estados Unidos, por "incitar os jovens à homossexualidade" – informou o governo, semanas depois que o presidente promulgou uma polêmica lei anti-gay.
Representantes do projeto Walter Reed – que proporciona tratamento às pessoas vivendo com HIV/adis – anunciaram que as operações foram suspensas em virtude da prisão de um de seus funcionários.
Esta seria a primeira reação deste tipo desde que o presidente ugandense, Yoweri Musevini, promulgou em fevereiro uma lei que determina prisão perpétua para os homossexuais e incentiva delações.Clínicas de Uganda vendem testes falsos negativos de HIV. A lei anti-gay virou alvo de reprovação internacional, e chegou a ser comparada às práticas antissemitas da Alemanha nazista pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry. O porta-voz do governo Ofwono Opondo disse que a polícia invadiu o projeto Walter Reed por incitação à homossexualidade.
A polícia minimizou o incidente. O porta-voz da polícia de Campala, Ibn Senkumbi, afirmou à AFP que não foi um atentado contra o projeto Walter Reed.
“Estávamos acompanhando há algum tempo uma pessoa que frequentava as instalações do projeto e estava envolvida em atividades suspeitas com outras pessoas que consistiam no recrutamento e fomento da homossexualidade entre os jovens.”
Além da aids, o projeto Walter Reed, financiado pelos Estados Unidos, trata atualmente de outras doenças infecciosas.
As operações do projeto continuarão suspensas até que as circunstâncias das "bases legais da atuação policial" sejam esclarecidas.



