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A pesquisadora da Fiocruz, Beatriz Grinssztejn, foi a única brasileira que teve participação nas sessões plenárias da 20 Conferência Internacional de Aids, como palestrante. O espaço, considerado o mais nobre do encontro, se repete sempre no início do dia trazendo temas de importância que acabam se replicando nos debates no decorrer do dia. Nesta quinta-feira (24), quarto dia do evento, o painel “Acelerando o Ritmo” tratou de temas específicos envolvendo vacinas, novas tecnologias e homens que fazem sexo com homens e trangêneros.
A diretora do laboratório de investigação clínica de Aids da Fiocruz falou sobre “acelerando o ritmo para os homens que têm sexo com homens e pessoas transexuais a compreensão da ciência”, num
Devido ao elevado risco para a infecção pelo HIV, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos recomendam que o teste para HSH sexualmente ativo seja realizado pelo menos uma vez ao ano, e até a cada 3 ou 6 meses para a maioria em risco HSH. “As atuais taxas de testes de HIV entre HSH, no entanto, não são compatíveis com o seu risco”, explica. Estudo realizado recentemente mostra que pouco mais da metade de HSH nunca tinham tinham feito o teste de HIV, e perto de 50% das pessoas que consentiram o teste de HIV e foram soropositivos não tinham conhecimento de sua infecção.
A médica também destacou a necessidade de se implementar medidas que combatam a homofobia, a transfobia e a criminalização entre estas populações, como medida de incentivo a qualidade de vida e saúde.
Apresentando dados da ILGA (International Lesbian and Gays Assocetion), afirmou que 78 países do mundo criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo, muitos deles com alta taxa de HIV. “Certamente muitas originarias deste tipo de exclusão”. Beatriz destacou casos de Uganda, onde a legislação anti homossexualidade gerou ações de violência e a Rússia, que aprovou uma lei que impede a propaganda (divulgação pública de informação) das relações homossexuais quando dirigida a menores ou na presença de menores. Enfática na defesa de direitos, Beatriz afirmou que “o ativismo LGBT impulsionou a criação de uma resposta global para a epidemia de aids no mundo, e hoje o que vemos é essa comunidade excluída do acesso as políticas.”
O ativista Filipino Laurindo Garcia, foi aplaudido de pé pela plenária da conferência nesta manhã ao defender a existência de medidas anti-intolerância e que promovam a igualdade, como forma de combater a expansão do HIV. Ele atua junto a sociedade civil na região da Ásia-Pacífico – com base entre as Filipinas e Singapura.
Depois de trabalhar em tecnologia, mídia e comunicação há mais de 20 anos, ele é considerado como um especialista em aproveitar a tecnologia para a mudança social, com especialização em justiça social, diversidade e saúde para as minorias, especialmente LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) e pessoas que vivem com o HIV. Atualmente coordena duas redes comunitárias regionais de promoção de saúde para minorias sexuais e de gênero. Ele também é o fundador e presidente-executivo de um grupo de empresa social internacional chamado B-Mudança que visa promover a mudança social através da tecnologia. O Grupo B-Mudança está pronto para lançar uma plataforma com espaços destinados a gays e outros homens que fazem sexo com homens vivendo com HIV e outro para jovens de minorias sexuais e de gênero.
Liandro Lindner, de Melbourne (Austrália)
A Agência de Notícias da Aids cobre a Conferência na Austrália com o apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais e do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo


