
A “Pesquisa Nacional sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024)” revelou resultados alarmantes: 7 em cada 10 estudantes se sentem inseguros na escola devido à sua aparência, conforme levantamento realizado com 1.170 adolescentes e jovens. A pesquisa mostra que 34% dos estudantes que participaram afirmaram ter sido fisicamente agredidos na escola no último ano. Outro dado alarmante indicou que 86% não consideram a escola um ambiente seguro devido a alguma característica de sua aparência.
O bullying, a discriminação e a violência são problemas sérios que demandam atenção urgente. A insegurança impacta diretamente no desempenho acadêmico dos estudantes, tornando fundamental o cumprimento das leis existentes sobre bullying, bem como as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (ADI 5668) e pelo Conselho Nacional de Educação. É crucial que toda a comunidade escolar – direção, equipe pedagógica, professores, estudantes e a comunidade em geral – atue de forma articulada e consistente para enfrentar esses
desafios, informa em nota a Associação responsável pelo desenvolvimento do estudo. Somente por meio de um esforço coletivo será possível construir um ambiente escolar mais seguro e acolhedor para todas as pessoas, enfatiza a nota da Associação.
“No dia 16 de abril de 2025, vivenciamos um marco significativo na luta pela educação inclusiva na sede do Conselho Nacional de Educação com apoio da Secadi/MEC. Como alguém que, na infância e adolescência, enfrentou discriminação por não atender aos padrões da heteronormatividade, compreendo profundamente a dor e a luta de muitos jovens. Durante sete longos anos, busquei uma “cura” para algo que jamais foi uma doença; eu era simplesmente quem eu sou: uma pessoa gay. Nesse período, a falta de entendimento e acolhimento por parte da minha família, escola e religião me causou grande sofrimento. Contudo, sobrevivi e, mais importante, fiz o propósito de que meu esforço acadêmico contribuiria para que nenhuma criança ou adolescente passasse pelo que eu passei,” declarou Tony Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI e idealizador da pesquisa.

O trabalho foi idealizado pelo educador e presidente da Associação com apoio financeiro do Instituto Unibanco e executada pelo Plano CDE. O evento contou com a participação de sete ministérios do atual governo, além de organismos das Nações Unidas, Fórum Nacional de Educação, quatro Secretarias de Estado de Educação (GO, DF, BA e CE), universidades, e diversas organizações da sociedade civil. “ Essa colaboração foi um passo importante na criação de um ambiente escolar acolhedor e seguro, onde todos, especialmente a comunidade LGBTI+, possam conviver em harmonia e respeito.”
Link da pesquisa e apresentação completa
Pesquisa Nacional Sobre o Bullying no Ambiente Educacional Brasileiro (2024)
“ Nosso desejo vai além de evitar a evasão escolar e o suicídio. Queremos proporcionar felicidade e bem-estar nas escolas. É essencial promover um diálogo aberto entre os lados progressistas e conservadores, buscando construir juntos um futuro inclusivo. Chegou o momento de enfrentarmos o bullying e transformarmos nossos estabelecimentos de ensino em verdadeiros espaços de convivência democrática,” finaliza Toni Reis.


