PCA completa 35 anos e alerta: Apesar da eliminação da transmissão vertical do HIV no Brasil, crianças ainda seguem sendo infectadas pela transmissão vertical do vírus

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ONG que acompanha famílias desde os anos 1990, reforça importância da prevenção durante gestação e amamentação e chama atenção para uso da PrEP por mulheres

O Brasil conquistou, em 2025, um marco histórico ao receber da Organização Mundial da Saúde (OMS), a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. Mas, enquanto o País celebra o avanço, a instituição que acompanha de perto essa realidade há décadas faz um alerta importante: crianças ainda seguem sendo infectadas pela transmissão vertical do HIV no Brasil.

No próximo dia 4 de junho, o Projeto Criança Amar (PCA) completa 35 anos de atuação acolhendo crianças, adolescentes e famílias impactadas pelo HIV/Aids. Atualmente, a ONG atende 25 famílias, 56 crianças e cerca de 100 pessoas. Entre elas, estão crianças na primeiríssima infância que vivem com o vírus, todas em decorrência da infecção materna, adquirida durante a gestação, parto ou no período de amamentação.

“A eliminação da transmissão vertical é uma conquista extremamente importante, mas ela não significa erradicação. Essas crianças continuam existindo e nossa casa é prova disso. Ainda recebemos crianças na primeiríssima infância vivendo com HIV, principalmente em casos relacionados à infecção materna durante a amamentação”, explica Adriana Galvão, presidente do PCA e idealizadora do PalestrAids.

Segundo Adriana, um dos maiores desafios é ampliar a informação sobre prevenção para mulheres em vida sexual ativa, especialmente gestantes e lactantes. Ela destaca que muitas pessoas ainda associam a PrEP à população LGBTQIAPN+, quando, na verdade, o medicamento é uma ferramenta fundamental de prevenção para todas as pessoas, inclusive mulheres.

“A PrEP também é indicada para mulheres durante a gestação e a amamentação, principalmente em situações de vulnerabilidade. Precisamos ampliar esse debate e garantir que mais mulheres tenham acesso à informação, à prevenção e ao acompanhamento adequado”, reforça.

Ao longo de seus 35 anos, o PCA acompanhou as transformações da resposta brasileira ao HIV: do período mais crítico da epidemia, marcado pelo medo, pela desinformação e pelo acesso limitado ao tratamento, até o cenário atual, em que crianças vivendo com HIV podem crescer com qualidade de vida, estudar, trabalhar e construir suas próprias famílias.

A mudança de nome foi realizada no último ano, de Projeto Criança Aids para Projeto Criança A.M.A.R. (PCA), também simboliza essa transformação. Mais do que uma alteração institucional, ela representa uma mudança no olhar sobre o HIV: menos marcado pelo medo e mais centrado no cuidado, no acolhimento e na proteção emocional de crianças e famílias.

Mesmo diante dos avanços, a ONG destaca que o tema ainda é cercado por invisibilidade e desinformação. Para o PCA celebrar os avanços da ciência e das políticas públicas também significa lembrar que a prevenção precisa continuar chegando às mulheres, às famílias e aos serviços de saúde.

“Completar 35 anos é perceber o quanto avançamos, mas também entender que nossa missão continua necessária. Enquanto há crianças vivendo com HIV/Aids e famílias precisando de acolhimento e informação, nosso trabalho continua”, finaliza Adriana.

Mais sobre o PCA
O então Projeto Criança Aids nasceu para acolher crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids em um cenário de desinformação e estigma. Em 2025, passou a se chamar Projeto Criança A.M.A.R. para refletir com mais fidelidade sua missão: Acolher, Motivar, Apoiar e Ressignificar.

A instituição mantém sua atuação centrada no apoio psicossocial, educativo e assistencial, além de distribuição de alimentos, roupas e itens de higiene e limpeza, acompanhamento por psicólogos, assistentes sociais, psicopedagogos farmacêutica, articulação com hospitais e Centros de Referência, além de rodas de conversa, atividades culturais e oficinas.

A mudança de nome não altera CNPJ ou razão social, mas reforça o compromisso com a proteção emocional das crianças e o apoio às famílias no processo de revelação do diagnóstico.

Informações à imprensa:
Tássia Lourenço: tassialourenco@agenciars.co | Site: www.pca.org.br | Instagram: @pcamar

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