Países e comunidades destacam o papel do UNAIDS na promoção da resposta ao HIV na UNGA 81

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Durante a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA 81), em Nova York, a comunidade global se fez ouvir com uma mensagem importante: acabar com a AIDS continua sendo uma responsabilidade compartilhada.

Países, lideranças comunitárias e parcerias internacionais se posicionaram em conjunto para fortalecer a missão do UNAIDS. O objetivo é avançar para o fim da AIDS como ameaça à saúde pública até 2030. Essa mobilização foi marcada por diálogos de alto nível sobre soberania em saúde na África, acesso equitativo a medicamentos e transformação do UNAIDS. Os debates demonstraram, ainda, que a agenda do UNAIDS conta com uma renovada solidariedade global.

Ao participar de um dos eventos de alto nível do UNAIDS, Amina Mohammed, vice-secretária-geral das Nações Unidas, destacou a contribuição do Programa Conjunto ao longo de mais de três décadas. Segundo Amina, a resposta global ao HIV está entre “as melhores conquistas da ONU”.

Forte apoio dos países
Uma mensagem recorrente durante a UNGA81 foi o valor que países e parcerias atribuem à plataforma única do UNAIDS. A organização impulsiona ações e apoia países e comunidades no avanço rumo ao fim da AIDS até 2030. Além disso, contribui para fortalecer a preparação diante de futuras ameaças à saúde.

O Governo do Benin avançou na assinatura de um novo acordo com o UNAIDS. O compromisso prevê mais de €500 mil — cerca de R$ 3 milhões — para apoiar o trabalho do UNAIDS no país entre 2026 e 2027. Duma Boko, presidente de Botsuana, reafirmou a confiança de seu país no UNAIDS, destacou o apoio oferecido pela organização ao longo da resposta ao HIV no país e ofereceu apoio adicional à presença do UNAIDS no país e na sub-região. Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, também reconheceu o trabalho da organização. Benin e Botsuana estão entre os países que assumiram novos compromissos ou ampliaram seu apoio ao UNAIDS.

Contribuições financeiras e compromissos recentes de países como Argélia, China, Costa do Marfim, Cazaquistão, República Democrática Popular do Laos, Filipinas, África do Sul e Tailândia demonstram o amplo reconhecimento do valor contínuo do UNAIDS.

“Os países estão nos dizendo: fiquem conosco, precisamos de vocês”, afirmou Winnie Byanyima. “O apoio [dos países] diz muito sobre o impacto que o UNAIDS teve ao longo de décadas e sobre o valor de manter nossa parceria durante este período de transformação e mudança.”

Mobilização pela soberania em saúde na África
Um dos eventos de destaque do UNAIDS durante a UNGA81 reuniu ministras e ministros, pessoas formuladoras de políticas públicas, companhias farmacêuticas locais, representantes da sociedade civil, pessoas vivendo com HIV e instituições regionais e internacionais.

Realizado em conjunto com a Agência de Desenvolvimento da União Africana (AU-NEPAD), o evento discutiu caminhos para ampliar a soberania em saúde e teve como objetivo acelerar a produção local de medicamentos e tecnologias em saúde na África.

A iniciativa também buscou expandir a produção de medicamentos essenciais contra o HIV e de outras tecnologias críticas de saúde em todo o continente. Participantes discutiram medidas práticas para acelerar a fabricação local de tecnologias avançadas de prevenção e tratamento do HIV.

Também foram abordados o fortalecimento dos sistemas regulatórios e a criação de mercados sustentáveis. Essas ações podem ampliar o acesso a medicamentos essenciais. Participantes de alto nível reforçaram uma convicção compartilhada: atingir a soberania em saúde exige que a África se torne produtora — não apenas consumidora — de produtos essenciais para a saúde.

Confiança no futuro do UNAIDS
Em parceria com os governos de Botsuana e dos Países Baixos, o UNAIDS também promoveu uma discussão de alto nível sobre a transformação do Programa Conjunto e seu futuro papel na resposta global ao HIV. O evento contou com participação de mais de 16 ministérios. Também participaram representantes seniores de governos e da sociedade civil.

A participação destacou que acabar com a AIDS exige que a ONU mantenha uma resposta global forte e coordenada ao HIV, liderada pelo Programa Conjunto sobre HIV/AIDS. Participantes reconheceram os avanços já realizados pelo UNAIDS em seu processo de transformação.

Além disso, reforçaram a importância de a ONU manter seu mandato único. Por meio do Programa Conjunto sobre HIV/AIDS, a organização reúne governos, comunidades, organizações multilaterais e parcerias de desenvolvimento.

Do compromisso à ação
Na UNGA81, o UNAIDS apresentou uma missão nítida: dar continuidade ao impulso gerado pela Declaração Política sobre HIV/AIDS da Assembleia Geral das Nações Unidas de 2026. Adotada em junho deste ano, a declaração se soma à Estratégia Global de AIDS 2026-2031. Nesse contexto, o UNAIDS mobilizou governos, comunidades e parcerias em torno das ações necessárias para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.

“O que ouvimos ao longo desta semana foi uma poderosa afirmação de países e parceiros de que o UNAIDS continua essencial não apenas para acabar com a AIDS, mas também para avançar na reforma da ONU, na soberania em saúde, na ampliação do acesso a medicamentos e no enfrentamento das desigualdades que continuam impulsionando as doenças”, afirmou Winnie Byanyima.

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